Em defesa do fervor
Adam Zagajewski
Em quatro ensaios, Adam Zagajewski defende uma literatura capaz de acolher a dúvida sem abandonar a intensidade. Entre escritores e filósofos, o fervor surge como disposição que pode unir sem conduzir ao fanatismo.
Descrição
Nos quatro ensaios que compõem esta defesa do fervor, Adam Zagajewski desenraíza a criação literária e reafirma a literatura como um conjunto de peças moventes que orbitam os sujeitos, a dúvida, as democracias e a presença. Avesso às classificações e arremetendo contra os juízos generalizantes, destaca a mornidão das leituras individualistas para cravar: «Talvez, então, o verdadeiro fervor não divida, mas una. E nem leve ao fanatismo, nem ao fundamentalismo». O poeta e ensaísta polonês navega entre Czesław Miłosz e Emil Cioran, entre Thomas Mann e Simone Weil; produz-se assim um posicionamento apaixonado em defesa da literatura, contra a «tagarelice interminável de literatos satisfeitos consigo mesmos». Em uma prosa que recende o grande poeta que foi, Zagajewski se dirige com energia e lirismo às questões centrais da poesia do século XX, sem perder jamais a esperança: «Talvez algum dia o fervor volte a nossas livrarias, a nossas mentes».
Adam Zagajewski (Lviv, 1945 – Cracóvia, 2021) foi poeta e ensaísta polonês. Ligado à Nova Onda, a geração de poetas que se formou em 1968, viveu exilado em Paris a partir de 1982 e lecionou em universidades americanas. Recebeu o Prêmio Princesa das Astúrias de Letras em 2017. Em Em defesa do fervor, defende uma literatura capaz de acolher a dúvida sem abandonar a intensidade.
Ficha Técnica
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ISBN
978-65-5998-234-9 -
Peso
350 g -
Tradução
Eneida Favre -
Dimensões
10 cm x 1,5 cm x 19,6 cm -
Ano de Publicação
2021 -
Páginas
108