Coisas que vi, ouvi, aprendi...
Giorgio Agamben
Em fragmentos breves, Giorgio Agamben revisita os amigos, livros, lugares e ensinamentos que atravessaram sua vida. Memória e pensamento se encontram numa escrita próxima da anotação poética e do testamento.
Descrição
Fragmentos, textos brevíssimos de timbre poético no limiar de desaparecer. Neste livro, de tom melancólico e final, Agamben refaz a própria vida entrelaçando-a aos ensinamentos aprendidos dos amigos, livros, lugares e escritores. O passo é leve, a atmosfera frágil, a luz tem o lampejo da iluminação. Como um tomar de notas para um testamento impossível, como escrever o próprio nome depois de o ter esquecido: «Coisas que vi, ouvi, aprendi...» parece a tentativa de recordar esse nome, soletrá-lo em voz baixa, como se faz quando se aprende uma língua. Por isso, as palavras de Agamben ressoam últimas, ou penúltimas, assim como é a verdade; em busca da inocência da infância, do primeiro escrito que tinha em si tudo o que o adulto procurou em vão explicar, Agamben toma notas daquilo que resta dos mestres, e deles absorve a sabedoria manifestando-a como um odor: amargo, meditativo, com frequência sereno, livre. Nenhum outro livro de Agamben se parece com este, nenhum tem o tom alto e cristalino de quem lutou até a última gota de sangue com a linguagem, e voltou para testemunhar.
Giorgio Agamben nasceu em Roma em 1942.
Pela Âyiné, publicou A Igreja e o Reino, A loucura de Hölderlin, A última mão ao inebriamento, Coisas que vi, ouvi, aprendi..., Filosofia primeira filosofia última, O irrealizável, Quando a casa queima e Studiolo.
Ficha Técnica
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ISBN
978-65-5998-096-3 -
Peso
300 g -
Tradução
Julia Scamparini -
Dimensões
14 cm x 1 cm x 18 cm