Cuspamos em Hegel
Carla Lonzi
«Nosso trabalho específico consiste em procurar em todos os lugares, em qualquer acontecimento ou problema do passado e do presente, a relação com a opressão da mulher. Sabotemos todos os aspectos da cultura que continuem ainda a ignorar tranquilamente essa relação.»
Descrição
É impossível imaginar a história do feminismo sem Carla Lonzi: graças à sua visão e pensamento, ela conseguiu mudar a linguagem com a qual as mulheres falam sobre si mesmas, sua sexualidade e seus desejos. Ao tomar a palavra para si mesma, Carla Lonzi foi capaz de dá-la às mulheres ao seu redor que entraram em contato com seus escritos, na Itália e em todo o mundo: a publicação de Cuspamos em Hegel em 1970, juntamente com o coletivo feminista Rivolta Femminile, foi uma verdadeira bomba na sociedade italiana, recém-saída do protesto cultural de sessenta e oito, mas ainda profundamente patriarcal. Insatisfeita com a cultura marxista que deixava pouco espaço para a autoconsciência das mulheres, Carla Lonzi decidiu dar espaço à vida vivida pelas mulheres em seu cotidiano, em seus relacionamentos com os outros, em todas as esferas da existência, e fez isso com um rigor e uma atenção cheios de ferocidade, mas também de amor. As reverberações dessa explosão ainda podem ser sentidas hoje: Carla Lonzi continua a ser amada, lida e discutida, e a gerar novas vertentes de pensamento. Isso a torna uma das pensadoras mais radicais e vivas que temos a sorte de ler, além de qualquer geografia e ordem do tempo. Como escreve a editora Annarosa Buttarelli, «são escritos que não comportam comentários, explicações, interpretações que extinguiriam sua força avassaladora, sua presença intensa e falante… Assim, nos propomos a reapresentar os escritos de Carla Lonzi sem acompanhamento crítico, como textos para a luta das mulheres, para a admiração daqueles que os lerão pela primeira vez, como alimento para a transformação do eu, como um viático para aqueles que buscam a qualidade de um pensamento, cada vez mais raro de encontrar».
Um texto imperdível na origem do feminismo da liberdade.
Carla Lonzi (1931-1982) foi uma ativista, ensaísta, crítica de arte e editora italiana. Formada em literatura pela Universidade de Florença, iniciou-se na crítica de arte na década de 1950, carreira que abandonou para se dedicar inteiramente ao grupo Rivolta Femminile e sua editora, Scritti di Rivolta Femminile.
Ficha Técnica
-
ISBN
978-65-5998-211-0 -
Peso
400 g -
Tradução
Adriana Baggio -
Projeto Gráfico
CCRZ -
Ano de Publicação
2025 -
Páginas
136