Ao longo do caminho encantado

Viagens na Transilvânia

William Blacker

«A primeira coisa que Marishka fazia todas as manhãs era recolher os ovos de onde quer que as galinhas os tivessem botado (...). Ela então soprava as brasas no fogão para atiçar o fogo, arrancando algumas páginas do último livro que estivesse lendo para ajudar. Eu a tinha convencido a ler livros, e lhe dado um exemplar de Orgulho e preconceito traduzido para o romeno (...). 'Experimenta', eu disse, 'Você pode gostar. De qualquer modo, vai aprender alguma coisa sobre o ridículo povo inglês'. 'Eu não leio livros.' Mas ela sabia ler, e um dia ela o pegou, o virou nas mãos e começou a ler. Depois de alguns dias ela estava fazendo comentários. Eu me divertia com a sua indignação. 'Darcy é tão arrogante', ela disse ao terminar um capítulo, largando o livro. Mas à medida que lia, o exemplar ficava cada vez mais fino conforme ela arrancava páginas para acender o fogo. A natureza móvel e transitória das coisas estava em seu sangue. Ela viajava nos livros como em uma jornada, e quando os terminava, eles não estavam mais lá. A ideia de livros como relíquias para gerações futuras são para pessoas estabelecidas. Para ela, eles eram momentos passageiros de prazer, como dançar.»
— William Blacker, em trecho de Ao longo do caminho encantado

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Descrição

Não é de se estranhar que Patrick Leigh Fermor tenha dito que tinha esse livro «muito perto de seu coração». No início da década de 1930, Leigh Fermor havia de fato viajado pela Transilvânia a caminho de Constantinopla, extraindo de lá talvez o melhor material para seu grande livro de viagens, Between the Woods and the Water. Para William Blacker, no entanto, essa mesma região da atual Romênia parece não ser o destino de uma viagem, mas sim um estado da mente ou dos olhos. Blacker a visita quase por acaso, logo após a queda do Muro de Berlim e, encantado com tudo o que vê, decide se estabelecer em seu distrito mais remoto, Maramureş, adaptando-se a um estilo de vida que permanece inalterado há séculos. Mas o demônio da inquietação logo o atrai mais para o sul, onde as montanhas se inclinam para as colinas da Terra dos Saxões. Lá, Blacker encontra um mundo completamente diferente e muito mais agitado. Os saxões limpos e impecáveis emigraram em grande parte para a Alemanha, e em suas casas se estabeleceram os ciganos, cuja capacidade de inventar histórias e depois se fazer passar por elas é pelo menos tão impressionante quanto sua incapacidade de se livrar delas. A partir daí – ou seja, a partir do momento em que Natalia e Marishka, duas irmãs muito diferentes e igualmente inesquecíveis, entram na vida de Blacker – o que começou como uma elegia serena a uma Europa desaparecida se transforma em uma rapsódia cigana: às vezes lânguida, às vezes selvagem, mas, de qualquer forma, impossível não se render a ela. O resultado é um livro que é instintivamente descrito como «extraordinário, diferente de qualquer outro, uma história em si».

William Blacker vem de uma família anglo-irlandesa, mas passou a maior parte dos últimos trinta anos na Transilvânia e em Maramureş. Atualmente, ele vive entre a Inglaterra, a Romênia e a Itália.

Ficha Técnica

  • ISBN
    978-65-5998-169-4
  • Peso
    600 g
  • Tradução
    Erika Nogueira Vieiria
  • Dimensões
    20 cm x 2 cm x 10 cm
  • Projeto Gráfico
    CCRZ
  • Ano de Publicação
    2025
  • Páginas
    440