{"title":"Mais vendidos","description":null,"products":[{"product_id":"1947","title":"1947","description":"\u003cp\u003eQuando começa nosso tempo? Nosso agora? Em 1947, tudo está em movimento, tudo rapidamente pode mudar. Em 10 de fevereiro são assinados, em Paris, tratados de paz entre os Aliados e cinco países europeus que haviam combatido ao lado da Alemanha. Ao mesmo tempo, fascistas e nazistas europeus tentam se organizar e se reerguer após a grande derrota. Simone de Beauvoir vive a paixão de sua vida, jamais se sentiu tão apaixonada por um homem assim. Ela começa a escrever O segundo sexo. Um comitê tem quatro meses para resolver a questão da Palestina. Christian Dior apresenta sua primeira coleção, The New Look. Um sucesso. É preciso formular os direitos humanos, o conceito de genocídio é pouco difundido. O filho de um relojoeiro egípcio, Hassan al-Banna, deseja reverter o tempo a favor do islã, e introduz um conceito que rapidamente se torna o ideal dos jihadistas. Na Alemanha, num campo de refugiados para órfãos de pais assassinados pelos nazistas, está Joszéf, dez anos. Agora, sozinho, ele precisa tomar uma decisão que marcará sua vida ― começar uma nova vida na Palestina ou regressar à Budapeste de seus antepassados? Muito tempo depois, ele vai para a Suécia e tem uma filha, Elisabeth. Desses eventos aparentemente tão díspares, Elisabeth Åsbrink concebeu uma narrativa sobre um mundo que, para o bem e para o mal, começa a tomar forma, em que noções de democracia e participação nascem e morrem no mesmo instante, em que a antiga ordem desmorona e uma nova começa a surgir. Nosso tempo agora.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085438148,"sku":"9786559981120","price":129.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/1947-Capa.png?v=1743006296"},{"product_id":"arte","title":"« Arte »","description":"Um quadro branco, aparentemente branco, talvez não exatamente branco. Três bons e velhos amigos, aparentemente bons, talvez não exatamente amigos. Se a especialidade de Yasmina Reza é revelar a realidade a partir de uma pequena fresta, desta vez a fresta está pendurada na parede: uma pintura branca, com listras brancas, pela qual Serge pagou duzentos mil francos e que seu amigo Marc acha que é pura «merda». Daí as aspas no título: é arte? Duzentos mil francos? Será que ele enlouqueceu? Quem é essa pessoa que eu pensava ser meu amigo? Em um turbilhão de diálogos que lembram \u003cem\u003eO deus da carnificina \u003c\/em\u003ee nos quais um terceiro elemento, dócil, também estará envolvido, a natureza de um triângulo de amizade é gradualmente revelada em seu egoísmo, vaidade e hipocrisia. Quem é o outro e quem sou eu? «Se eu sou eu porque sou eu, e você é você porque você é você, eu sou eu e você é você, se, por outro lado, eu sou eu porque você é você, e você é você porque eu sou eu, então eu não sou eu e você não é você». Yasmina Reza, com sua maneira implacável, mas divertida, joga a realidade na nossa frente como uma pintura provavelmente branca, ou talvez não, perguntando-nos o que vemos.","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085503684,"sku":"9786559981489","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Arte-capa.png?v=1743006299"},{"product_id":"a-arte-de-amarrar-as-pessoas","title":"A arte de amarrar as pessoas","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003e«Um psiquiatra olha para trás. Ele revisita seus quarenta anos de carreira, sua prática clínica, a existência dos outros, a própria. Nesta deliciosa narrativa em verso, Paolo Milone abarca a passagem do tempo e expõe a própria matéria da vida. Acompanhamos seu pensamento tão genial quanto honesto sobre o suicídio e a loucura, conhecemos os inesquecíveis Lucrezia, Carmelo, Chiara e compreendemos que, se o psiquiatra muda a vida dos pacientes, os pacientes mudam, por sua vez, a vida do psiquiatra. A sagacidade de Milone é evidente, mas também o é sua fragilidade. O psiquiatra, aqui, se coloca como um homem que não sabe, é instável, exposto. Paradoxalmente, é da insuficiência que surge seu saber, sua visão de mundo ao mesmo tempo sábia e antiga. \u003ci\u003eA arte de amarrar as pessoas\u003c\/i\u003e dá a ver a passagem do tempo não só por Milone, mas pela própria psiquiatria: enxergamos o que segue incontornável, o que já mudou, o que precisa continuar mudando. Neste livro que mostra as coisas como são, a psiquiatria aparece em sua verdade, em sua nudez, em sua contradição. E a loucura é o que há de mais humano e revelador. «Eu olho o abismo com os olhos dos outros», diz Milone. Mas também com os próprios. E, depois deste livro, somos nós, leitores, que passamos a olhá-lo (a ele, ao abismo) com outros olhos.»\u003cbr\u003e\u003cem\u003e—Natalia Timerman, \u003c\/em\u003ePsiquiatra e escritora\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085569220,"sku":"9786559981397","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-A-arte-de-amarrar-pessoas-capa.jpg?v=1743006301"},{"product_id":"a-clausula-do-pai","title":"A cláusula do pai","description":"\u003cp\u003eUm avô volta do exterior a seu lar para visitar os filhos adultos. O filho é um fracassado. A filha está prestes a ter um bebê com o homem errado. Somente o avô, um patriarca orgulhoso, é perfeito, de acordo com ele mesmo, pelo menos. Durante dez dias intensos, as relações dessa família caótica, mas completamente normal, desdobram-se e trazem à tona memórias dolorosas. Alguém tem que ceder. Mas o filho está atado ao pai por causa de um acordo que eles chamam de «a cláusula do pai». Será que a cláusula pode ser negociada? Ou ela deixará para sempre presos ao passado todos os envolvidos? Com A cláusula do pai, o escritor Jonas Hassen Khemiri, vencedor de diversos prêmios literários, criou um romance afetuoso, engraçado e contundente sobre o que significa ser um bom pai, sobre a dificuldade de entender aqueles mais próximos de nós e sobre como às vezes é preciso coragem para apenas se manter por perto. Uma ode às famílias, às suas dinâmicas, aos seus limites e seus silêncios. Em toda a sua glória conturbada, o livro revela um dos maiores desafios da vida: como impedir que sua família defina seu destino.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085700292,"sku":"9786559980352","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-clausula-do-pai-capa.jpg?v=1743006306"},{"product_id":"a-esquerda-nao-e-woke","title":"A esquerda não é woke","description":"\u003cp\u003eSe você é woke, você é de esquerda. Se você é de esquerda, você é woke. Nós confundimos os termos, supondo que se você é um, você deve ser o outro. Susan Neiman argumenta que esse é um erro perigoso.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003eA confusão surge porque o woke é preenchido por emoções tradicionalmente de esquerda: o desejo de estar ao lado dos oprimidos e marginalizados, de lidar com crimes históricos. Mas essas emoções são minadas por suposições filosóficas generalizadas de origem reacionária. Como resultado, o wokeism entra em conflito com as ideias que guiaram a esquerda por mais de 200 anos: um compromisso com o universalismo, uma distinção firme entre justiça e poder e uma crença na possibilidade de progresso. Sem essas ideias, o woke continuará a minar seus próprios objetivos e a se desviar, inexorável e involuntariamente, para a direita.\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUma das principais vozes filosóficas do debate contemporâneo, Neiman apela com paixão e força para que a esquerda retorne aos ideais que construíram o melhor do mundo moderno.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085733060,"sku":"9786559981403","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Capa_A-esquerda-nao-e-woke.jpg?v=1743006309"},{"product_id":"a-fronteira-uma-viagem-em-torno-da-russia","title":"A fronteira","description":"\u003cp\u003eEste livro nasce de um sonho. O sonho é caminhar sobre um grande mapa, ao longo de uma sinuosa linha vermelha. E esta linha não é outra senão a fronteira russa, uma fronteira muito extensa, aliás, a mais extensa do mundo. O despertar foi uma tomada de consciência: justamente esse sonho estranho, Erika Fatland percebe-o instantaneamente, será seu próximo livro, «uma viagem ao longo da fronteira russa, da Coreia do Norte até o norte da Noruega». É assim que a escritora e antropóloga definida pelo jornal Dagbladet como «a versão norueguesa de Marco Polo» empreende, depois de Sovietistão, sua nova jornada: uma jornada realmente cheia de aventuras, a bordo dos mais variados veículos (de cavalos a aviões turboélice, de renas a caiaques) que os turistas comuns fariam bem em recusar; uma viagem semelhante àquelas que se faziam no passado, e em que «quando você estava longe, estava longe, ponto. Sua casa era apenas uma lembrança, um mundo paralelo, inacessível não como agora, que você traz sempre no bolso».\u003c\/p\u003e\u003cp\u003eA bússola deste itinerário é uma só, uma pergunta aparentemente simples: o que significa ser vizinho da maior nação do mundo? «É possível compreender um país e um povo observando-os de fora, do ponto de vista do vizinho ou, como naquele momento, do convés de um navio?» Com a convicção de que somente graças ao encontro com o outro o ser humano toma consciência de si e da cultura a que pertence, e que somente nessa fronteira entre o que somos e o que nos é estranho a identidade pode tomar forma, a autora tenta responder a esta sua questão, ou melhor, fornecer tantas respostas quantos os países que fazem fronteira com o gigante.\u003c\/p\u003e\u003cp\u003eResulta daí uma imersão paradoxal e fascinante na chamada dusha, a «alma russa», realizada pelo olhar do outro, um relato que é um pouco diário de viagem, um pouco investigação histórica e um pouco estudo antropológico, um contínuo interrogar-se sobre a noção de fronteira e, sobretudo, um retrato vívido de culturas tão diferentes que têm apenas uma coisa em comum: o mesmo, trabalhoso, vizinho.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085765828,"sku":"9786559980956","price":189.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Fronteira-capa.jpg?v=1743006312"},{"product_id":"a-lingua-de-trump","title":"A língua de Trump","description":"\u003cp\u003eTradutora de textos jornalísticos, Bérengère Viennot se viu confrontada por um desafio inédito com a eleição de Donald Trump. O presidente norte-americano manda às favas os códigos do discurso político. Sua língua é vulgar e confusa, recheada de erros de sintaxe e de frases sem pé nem cabeça, de sarcasmo e de invectivas – sinais de um descolamento da realidade e da cultura. Com uma escrita tão hilária quanto incisiva, a autora relata seu desafio como tradutora e se questiona: como passamos da violência das palavras para a violência política? A que ponto esse é um sintoma do estado da democracia? Por que isso afeta todos nós? A língua de Trump é um espelho impecável do próprio presidente, dos Estados Unidos e de nossa época.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085962436,"sku":"9788592649753","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Captura-de-Tela-2020-09-10-as-14.19.17.png?v=1743006319"},{"product_id":"a-loucura-de-holderlin-cronica-de-uma-vida-habitante-1806-1843","title":"A loucura de Hölderlin","description":"\u003cp\u003eA vida de Hölderlin divide-se exatamente em duas metades: os 36 anos de 1770 a 1806 e os 36 anos de 1807 a 1843, que o poeta passa, considerado louco, na casa do marceneiro Zimmer. Se na primeira metade o poeta vive no mundo e participa na medida das suas forças dos acontecimentos do seu tempo, a segunda metade da sua existência é transcorrida de todo fora do mundo, como se, apesar das visitas esporádicas que recebe, um muro a separasse de qualquer relação com os eventos externos. Por razões que talvez fiquem ao final claras para quem lê, Hölderlin decidiu eliminar todo caráter histórico e social das ações e dos gestos da sua vida. Segundo o testemunho de seu mais antigo biógrafo, ele repetia obstinadamente «não me acontece nada». Sua vida pode apenas ser objeto de crônica, não de uma biografia e muito menos de uma análise clínica ou psicológica. E, no entanto, a hipótese do livro é que, desse modo, Hölderlin deu à humanidade uma outra, inédita figura da vida, cujo significado genuinamente político resta ainda a medir, mas nos diz respeito de perto.\u003c\/p\u003e\u003cp\u003e«A vida habitante de Hölderlin neutraliza a oposição entre público e privado, faz com que coincidam sem síntese numa posição de paralisação. Nesse sentido, sua vida habitante, nem privada nem pública, constitui talvez o legado propriamente político que o poeta dá ao pensamento. Também nisso está próximo de nós, a nós que da distinção entre as duas esferas não sabemos mais nada. A sua vida é uma profecia de algo que seu tempo não podia de nenhum modo pensar sem ultrapassar os limites da loucura.»\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085995204,"sku":"9786559980192","price":139.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-loucura-de-Holderlin-capa2-fechada.jpg?v=1743006321"},{"product_id":"a-mais-amada","title":"A mais amada","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003e«Meu nome é Teresa Ciabatti, tenho quatro anos e sou a filha, a alegria, o orgulho do Professor.» O Professor é Lorenzo Ciabatti, diretor do hospital de Orbetello. Tornou-se rapidamente diretor após um estágio nos Estados Unidos. Além de ser muito talentoso, é também modesto, um benfeitor, alguns dizem, um santo. Todos o amam, todos o temem, e Teresa é a filha adorada: a única pessoa que o Professor deixa usar o anel de safira do qual nunca se separa. O anel da Universidade Americana, diz ele. O anel do poder, comentam em segredo. Teresa desliza da infância à adolescência, e percebe que a benevolência que o mundo lhe dirige é um efeito colateral do servilismo para com seu pai. Quem é Lorenzo Ciabatti? O médico benfeitor que ama os pobres ou um homem calculista, violento? Um poderoso que talvez tenha se envolvido em alguns dos eventos mais obscuros da história recente? Já adulta, Teresa decide descobrir, e se vê imersa no líquido amniótico doce e venenoso que foi sua infância: perguntas nunca feitas, respostas evasivas. Nos relatos de sua família, tudo foi readaptado, transformado… Teresa Ciabatti reconstrói a história familiar e, com ela, os acontecimentos de toda uma época. Uma autoficção sincera, brutal, perturbadora, que nasce da urgência de acertar as contas com uma infância feliz bruscamente interrompida.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725086093508,"sku":"9786559980895","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-mais-amada-contracapa-scaled.jpg?v=1743006324"},{"product_id":"a-nossa-necessidade-de-consolacao","title":"A nossa necessidade de consolação","description":"\u003cp\u003eA aspiração humana à felicidade, à liberdade e ao direito de existir sem outra justificativa senão a própria existência convive com a consciência de que esses desejos podem permanecer inatingíveis. Essa tensão atravessa a confissão de Stig Dagerman, escritor marcado pelo mal de viver e pela sensação de «atrair a dor como uma calamidade».\u003c\/p\u003e\u003cp\u003eEmbora não seja sua última obra, \u003cem\u003eA nossa necessidade de consolação\u003c\/em\u003e pode ser lida como um testamento espiritual. Preso ao próprio nome e ao próprio talento, a ponto de não ter «a coragem de usá-lo por medo de tê-lo perdido», Dagerman enfrenta as pressões da sociedade e de sua própria intransigência. Ainda assim, insiste em que o valor de uma pessoa não pode ser medido pelo desempenho, nem as exigências alheias podem justificar a destruição de sua vontade de viver.\u003c\/p\u003e\u003cp\u003eContra a opressão, permanecem as palavras, «porque quem constrói prisões não se exprime tão bem quanto quem constrói a liberdade». E permanece também o silêncio, «porque não existe machado capaz de romper um silêncio vivo».\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725086453956,"sku":"9786559980833","price":22.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/6559980833-MAIN.jpg?v=1743006334"},{"product_id":"a-reputacao","title":"A reputação","description":"\u003cp\u003eNa Roma dos anos 1980, a butique Joséphine é uma esquina de Paris no coração de Parioli: os negócios estão em alta graças ao talento da proprietária, Marie-France, que recebe os clientes com seu sedutor sotaque francês. Seu entusiasmo contagia o indecifrável sócio Joshua e as três garotas que trabalham para ela, ansiosas para conquistar liberdade e independência. Entre elas está Barbara, uma eterna graduada em filosofia que chegou à loja por acaso, pronta para deixar Marie-France ensiná-la a viver. Ela aprenderá com ela que a moda é tudo, menos um assunto frívolo: é um ritual, um jargão, um sonho, um segredo... Para aqueles que, como Marie-France, fizeram dela uma missão, é um antídoto para a dor, para a angústia do desaparecimento, para as mudanças que o tempo inflige. Tudo corre pelo melhor, até que Marie-France tem uma ideia que se revelará catastrófica: abrir uma linha para adolescentes. Dia após dia, a superfície de aparente serenidade começa a se romper. Surgem estranhas mensagens codificadas e ameaças, e uma infame calúnia se espalha pela butique, sem poupar ninguém. Os boatos se espalham e a hostilidade contra Marie-France e seu pessoal cresce na vizinhança. Uma jovem desaparece: será que há alguma ligação com os boatos? Com uma prosa capaz de ser ao mesmo tempo profunda e leve, Ilaria Gaspari investiga a relação entre aparência e identidade, o peso da calúnia e a difícil conquista da maturidade. O que acontece quando a desconfiança polui o olhar, quando os limites entre a culpa e a fofoca se tornam indistintos, quando confiar significa correr riscos? Barbara não está pronta para descobrir, talvez ela não esteja pronta para se tornar uma adulta, mas não terá escolha.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087142084,"sku":"9786559981601","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-reputacao-capa.jpg?v=1743006342"},{"product_id":"a-sociedade-como-veredito","title":"A sociedade como veredito","description":"\u003cp\u003e«Nenhuma identidade dada constitui necessariamente um modo de autoafirmação política», afirma Didier \u003cspan class=\"il\"\u003eEribon\u003c\/span\u003e a certa altura de seu \u003ci\u003eA sociedade como veredito\u003c\/i\u003e. \u003cspan class=\"il\"\u003eEribon\u003c\/span\u003e exerce aqui a colheita, em cada encontro, da história de estruturas sociais, de hierarquias enraizadas e dos modos de dominação reproduzidos por essas mesmas estruturas e hierarquias. O autor de \u003ci\u003eRetorno a Reims\u003c\/i\u003e recupera o relato publicado em 2009 para extrair, do incômodo de sua publicação, a possibilidade de uma revisita mais profunda ao mundo operário de sua infância. Este novo retorno se configura por meio da sobreposição de um ensaio autobiográfico a uma genealogia das enunciações, cujo horizonte maior seria, por um lado, «restituir a multiplicidade dos pontos de vista» e, por outro, produzir uma «reapropriação teórica e política de si». É assim, generoso com as pluralidades e as dissonâncias, dos outros e de si mesmo, que o autor navega ao lado das escritas de Pierre Bourdieu, Annie Ernaux e outros sujeitos de enunciações tensionadas, biograficamente emaranhadas, para compor um percurso de beleza e densidade admiráveis. Ao destacar que «a política inovadora é necessariamente uma política de si sobre si», \u003cspan class=\"il\"\u003eEribon\u003c\/span\u003e apresenta um mapa para que se renove a análise de classes, de trajetórias e de identidades. Afinal, «não se rompe com a ordem estabelecida com uma vara de condão».\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAcompanhe a playlist sobre o livro \u003ci\u003eA sociedade como veredito \u003c\/i\u003eproduzida por Uiara Azevedo, no Spotify:\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ehttps:\/\/open.spotify.com\/playlist\/0Wn3Ee8H9KOxjrAzVC6Mz3?si=7a81da9effe84553\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087174852,"sku":"9786559980604","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Vslt_Eribon-Capa_1000px.png?v=1743006344"},{"product_id":"a-trindade-bantu","title":"A Trindade Bantu","description":"\u003cp\u003eEscrito numa linguagem musical, cintilante e inventiva, A Trindade Bantu é o segundo romance do escritor camaronês Max Lobe, há anos residente na Suíça. A obra apresenta aos leitores brasileiros a voz pungente de um escritor que expõe com ironia, humor e ternura as contradições e falsas ilusões de uma sociedade multicultural como é a das cidades da Helvécia, um país no coração da Europa, palco da narrativa desse romance fulgurante.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO protagonista, Mwána, um jovem africano que vive em Genebra, narra sua odisseia à procura de um emprego, ao passo que vive dividido entre a cultura bantu de origem e o amor por Ruedi, o companheiro ruivo suíço-alemão. Ambos partilham um cotidiano marcado por dificuldades econômicas e pelo fantasma da fome, porém sempre atravessado por um espírito vivo e confiante.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNesta narrativa, em que as línguas e os mundos se sobrepõem constantemente, o leitor é levado ao encontro de personagens carismáticas como a Senhora Bauer, uma militante progressista que trabalha numa ONG em defesa dos direitos dos estrangeiros; a irmã Kosambela, extremamente católica e, ainda, a mãe Monga Míngá, internada numa clínica suíça para se tratar de uma doença de brancos, e que cobra de Zambi uma explicação sobre essa travessia.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA riqueza da oralidade da cultura bantu é protagonista também deste romance que é um verdadeiro canto à vida, desenhando a personalidade instigante do protagonista, Mwána, um entre os muitos habitantes que tentam sobreviver com dignidade e certo humor numa Helvécia atravessada por ventos de intolerância e xenofobia.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePrisca Agustoni\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087207620,"sku":"9786559980147","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-trindade-Bantu-capa.jpg?v=1743006346"},{"product_id":"a-triunfante","title":"A triunfante","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003e«Por muito tempo não entendi que o fato de ser mulher era como ter uma deficiência; eu não tinha absolutamente parado para pensar sobre os indicativos de que era difícil vislumbrar um destino à la Lawrence da Arábia sendo do sexo feminino. Não tive, aliás, nenhum sinal de alerta sobre isso. Como meus pais tinham se esquecido de me proibir o que quer que fosse, jamais em minha vida eu tinha ouvido que não poderia fazer alguma coisa». \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eA triunfante\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e é a história de uma criança do Oriente sonhando com a Europa, a cavalgada de uma estrangeira cuja única pátria é a literatura, o humor, a ironia. \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eA triunfante\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e é o retrato de uma aventureira: a odisseia, bem-sucedida ou fracassada, no fim é o que conta.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087436996,"sku":"9788592649432","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A_triunfante.jpg?v=1743006349"},{"product_id":"a-ultima-mao-ao-inebriamento","title":"A última mão ao inebriamento","description":"\u003cp\u003eNo limiar desse livro, é Sêneca quem oferece a Agamben o vinho forte de uma meditação sobre o envelhecimento. Abreviado, contraído, inoportuno, realizado, mas também escasso e faltante, esse é o tempo que tentamos apreender: um problema para os filósofos. O que está em questão nestas páginas é sempre o estilo tardio de artistas, mestres e poetas: de Giorgione a Guccione, de Ticiano a Savinio, de Monet a Cézanne, e com eles Goethe, Hölderlin, e depois Kant e seus rabiscos ilegíveis, para todos eles a última mão é uma mão que confunde, embaralha, retira, retorna, desfaz e abandona a obra.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087568068,"sku":"9786559981632","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-ultima-mao-ao-inebriamento_capa.png?v=1743006351"},{"product_id":"a-vida-secreta-das-emocoes","title":"A vida secreta das emoções","description":"\u003cp\u003e\u003cspan data-sheets-root=\"1\"\u003eAs emoções que habitam dentro de nós tornam-nos humanos. Confiar no que sentimos não significa que somos frágeis ou instáveis, mas vivos, abertos à experiência e prontos para nos maravilhar com o mundo. Quantas vezes nos forçamos a reprimir uma emoção? Nós o fazemos porque nos envergonhamos do olhar do outro. Ou porque estamos acostumados a desconfiar das emoções, analfabetos no discurso emocional. E, no entanto, é justamente o que sentimos que nos permite conhecer o mundo. Cada uma das emoções que experimentamos tem uma história: a história de todas as pessoas que a experimentaram, expressaram, cantaram, revelaram, estudaram. Uma história de vida secreta e de metamorfoses, ligada à filosofia, que construiu paradigmas de observação e de estudo; mas também ligada à literatura e à poesia. Este livro é uma viagem emocional em etapas: reconstruindo as vicissitudes das palavras com as quais expressamos nossos estados de espírito, ele traça, pouco a pouco, um autorretrato fragmentado, imperfeito. Porque em nosso ser vulnerável somos todos semelhantes; e reconhecermo-nos emotivos significa tomar consciência de que temos necessidades, e que precisamente tais necessidades nos tornam humanos.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087600836,"sku":"9786559982158","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A_A_vida_secreta_-_Capa.jpg?v=1762263443"},{"product_id":"a-voz-da-educacao-liberal","title":"A voz da educação liberal","description":"\u003cem\u003eA voz da educação liberal\u003c\/em\u003e, de Michael Oakeshott, foi publicado pela primeira vez em 1989, pela Yale University Press. Naquela época, estavam em voga alguns livros que sustentavam uma visão negativa sobre a educação nos Estados Unidos. Oakeshott não poderia deixar de fazer parte desse debate, e de maneira sutil, com sua contundência, paciência e seu estilo sofisticado, o autor inicia a sua reflexão cavando o pensamento até a raiz, tentando tatear toda a abrangência da natureza do aprendizado. Começa pelo tema da liberdade, refletindo sobre o que significa para o homem ter total poder sobre as suas palavras, pensamentos e ações. Segue discutindo a possibilidade e a maneira como essa liberdade se coloca no mundo, e em que nível a educação dessas palavras, pensamentos e ações pode nos ajudar a integrar esse mundo, a descobri-lo e a interpretá-lo. Chega, enfim, ao papel da educação formal e da formação da Universidade – o lugar que guarda e zela pela herança das realizações humanas – e, a partir de seu princípio devocional ao pensamento, analisa o caminho dessa instituição em relação à educação e ao desenvolvimento da sociedade de consumo. Como pode uma universidade responder à atual aversão ao isolamento, à crença de que há meios melhores de se tornar humano do que aprendendo-o e ao desejo de receber uma doutrina em vez de ser iniciado em uma conversa? Eis a reflexão que Oakeshott apresenta, abordando o difícil dilema de uma instituição que precisa estar no mundo, fazer parte dele, ao mesmo tempo em que lhe é imperativo deslocar-se, colocar-se à parte.","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087666372,"sku":"9786586683493","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Screen-Shot-2021-02-01-at-13.14.38.png?v=1743006356"},{"product_id":"agencia-de-viagens","title":"Agência de viagens","description":"\u003cp\u003e\u003cspan lang=\"PT-BR\"\u003e«Nas salas abafadas e úmidas cresciam fileiras de deuses». O encontro com a poesia de Krystyna Dąbrowska desabriga as pequenas seguranças, as mitologias miúdas do habitual. De Heráclito a «um agricultor da aldeia Wasiły», do «umbigo de um bebê» às \u003ci\u003esecurity questions\u003c\/i\u003e «na página da embaixada dos Estados Unidos», do «orfanato etíope» à «lavadeira grega num avental surrado», produz-se nesta poesia uma cronologia própria da voz, que faz da presença do outro seu meio de propagação: é esta a \u003cspan class=\"il\"\u003eviagem\u003c\/span\u003e de Dąbrowska, «\u003c\/span\u003e\u003cspan lang=\"BG\"\u003epaciente, veloz, humilde e insolente\u003c\/span\u003e\u003cspan lang=\"PT-BR\"\u003e»\u003c\/span\u003e\u003cspan lang=\"PT-BR\"\u003e. Apresenta-se aqui, em tradução inédita ao português, uma ampla seleção de poemas da premiada poeta polonesa, uma das mais importantes vozes de sua geração. Krystyna Dąbrowska constrói com sua poesia uma cartografia de minúcias, com versos de rigor e erudição, de nitidez e erotismo: «Dois traços horizontais trêmulos — os nossos corpos»; «Que nome os seus dedos têm para mim?». Dąbrowska não é uma poeta prolífica, o que sublinha a rigidez do seu silêncio. 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Por meio do resgate, ou – quando o resgate é impossível – da invenção dos vínculos estéticos e biográficos que unem as autoras e artistas ao seu passado de mulheres, Notéris busca lançar um novo olhar sobre a história da arte, e assim as relações de classe, raça e gênero são trazidas de volta ao centro de sua interpretação da prática artística. Uma genealogia subjetiva de artistas mulheres, do século XIX ao XX, que tenta «restaurar os laços entre as mulheres, aqueles que foram rompidos ou invisibilizados pela narrativa branca, heteronormativa e patriarcal da história da arte tal como foi escrita até agora, por exclusões, e calcada em silêncios». A casa de Notéris é uma casa nova, uma casa que não se desenvolve na vertical, mas horizontalmente, onde o peso da história escrita em nome das mulheres, mas sem elas, não atua, ou é refutado, invertido, e onde o que foi invisibilizado reaparece e o que foi calado reconquista uma voz que pode aqui, na casa de Notéris, se encontrar com outras vozes ouvidas por poucos, abrir novas forças interpretativas e construir, mais do que uma casa, uma constelação.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087797444,"sku":"9786559981144","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Alma-material-capa-1.jpg?v=1743006361"},{"product_id":"amanha-talvez-o-futuro-escritoras-e-rebeldes-na-guerra-civil-espanhola","title":"Amanhã talvez o futuro","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003eDizer algo original sobre o que foi chamado de ensaio geral da Segunda Guerra Mundial não é fácil, mas Sarah Watling conseguiu. De 1936 a 1939, os corações de toda a Europa, e não apenas, se acenderam. Muitos estrangeiros participaram de uma guerra que não era a sua. O livro de Watling segue esses corações, um punhado de \u003cem\u003eoutsiders\u003c\/em\u003e extraordinários, concentrando-se nas mulheres, e o faz com entusiasmo e clareza. O seu é um relato pessoal e acessível por meio da vida daqueles que realmente estavam lá: a famosa fotógrafa Gerda Taro, a fascinante escritora e anarquista Nancy Cunard; mas também mulheres das quais provavelmente nunca ouvimos falar. Sarah Watling tece caminhos de outras pessoas para compor uma biografia coletiva comovente que parece responder a muitas perguntas: e você, diante de um massacre, de que lado está?\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087830212,"sku":"9786559981434","price":189.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Amanha-talvez-o-futuro-capa.png?v=1743006364"},{"product_id":"ao-longo-do-caminho-encantado-viagens-na-transilvania","title":"Ao longo do caminho encantado","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003e\u003cspan\u003eNão é de se estranhar que Patrick Leigh Fermor tenha dito que tinha esse livro «muito perto de seu coração». No início da década de 1930, Leigh Fermor havia de fato viajado pela Transilvânia a caminho de Constantinopla, extraindo de lá talvez o melhor material para seu grande livro de viagens, \u003c\/span\u003e\u003ci\u003eBetween the Woods and the Water.\u003c\/i\u003e\u003cspan\u003e Para William Blacker, no entanto, essa mesma região da atual Romênia parece não ser o destino de uma viagem, mas sim um estado da mente ou dos olhos. Blacker a visita quase por acaso, logo após a queda do Muro de Berlim e, encantado com tudo o que vê, decide se estabelecer em seu distrito mais remoto, Maramureş, adaptando-se a um estilo de vida que permanece inalterado há séculos. Mas o demônio da inquietação logo o atrai mais para o sul, onde as montanhas se inclinam para as colinas da Terra dos Saxões. Lá, Blacker encontra um mundo completamente diferente e muito mais agitado. Os saxões limpos e impecáveis emigraram em grande parte para a Alemanha, e em suas casas se estabeleceram os ciganos, cuja capacidade de inventar histórias e depois se fazer passar por elas é pelo menos tão impressionante quanto sua incapacidade de se livrar delas. A partir daí – ou seja, a partir do momento em que Natalia e Marishka, duas irmãs muito diferentes e igualmente inesquecíveis, entram na vida de Blacker – o que começou como uma elegia serena a uma Europa desaparecida se transforma em uma rapsódia cigana: às vezes lânguida, às vezes selvagem, mas, de qualquer forma, impossível não se render a ela. O resultado é um livro que é instintivamente descrito como «extraordinário, diferente de qualquer outro, uma história em si».\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087928516,"sku":"9786559981694","price":139.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Ao-longo-do-caminho-capa.png?v=1743006368"},{"product_id":"as-coisas-como-elas-sao-uma-iniciacao-ao-budismo-comum","title":"As coisas como elas são","description":"\u003cp\u003eQuando o fervor de maio de 68 arrefeceu, um garoto alheio a tudo, depois de correr e vociferar, teve uma experiência de todo distinta daquelas que haviam feito e que ainda fariam parte da sua vida. Ele descobriu o budismo na sua essência: nu, imóvel, vazio. Não sabia colocar em palavras aquilo que vivia, tampouco reconhecia o budismo. Como lhe foi possível? Estava além do alcance da linguagem. Uma porta se entreabriu, um sopro passou, a porta se fechou. Mas ele já não era o mesmo. Hervé Clerc, que era tal jovem, nos apresenta ao budismo não mais por meio da exposição da Doutrina, senão pelo relato de uma experiência original. O budismo que ele encontrou não foi tomado de cultura alguma. Um objeto como este tem a vocação de perder seu nome, como um alimento bem digerido cuja substância se integra à nossa. Hervé Clerc chama-o de «budismo comum». 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Para além de algumas analogias superficiais, no entanto, essas tendências contemporâneas revelam muitas dessemelhanças, provavelmente maiores do que suas afinidades, em relação ao fascismo histórico. Paradoxalmente, o medo do terrorismo alimenta populistas e racistas, com Marine Le Pen na França e a alt-right americana alegando serem as barreiras mais eficazes contra o «fascismo jihadista». Mas, sendo o fascismo um produto do imperialismo, podemos definir um movimento terrorista, cujo principal alvo é a dominação ocidental, como fascista? Esclarecendo esses temas contraditórios, o olhar histórico de Enzo Traverso nos ajuda a decifrar os enigmas do presente. O autor sugere o conceito de pós-fascismo como um fenômeno híbrido, que não passa pela reprodução do antigo fascismo, nem por algo totalmente diferente, para assim definir um conjunto de movimentos heterogêneos e transacionais, suspensos entre um passado que ainda assombra nossas memórias e um futuro desconhecido.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725088223428,"sku":"9786559981045","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/3-As-Novas-Faces-1aCapa-1.png?v=1743006378"},{"product_id":"as-palavras-nao-sao-deste-mundo","title":"As palavras não são deste mundo","description":"\u003cp\u003eEntre as correspondências que Hugo von Hofmannsthal guardou (1874-1929), as cartas trocadas na juventude com Edgar Karg (1872-1905) ocupam um lugar de destaque, tanto que o próprio poeta chegou a pensar em publicar boa parte delas, em uma antologia que recolheria o melhor da sua produção juvenil. Ao mesmo tempo que o seu precoce talento é celebrado nos círculos literários, Hofmannsthal procura aqui aproximar à própria existência de «poeta» um amigo que, ocupado nos serviços da Marinha frequentemente muito distantes, não pode compartilhar com ele a mesma riqueza cultural. Não se tratava, porém, de fazer trabalho de baixa divulgação, mas, sim, de liberar a poesia da atmosfera artificiosa dos salões e das academias, colocando-a em relação à existência dos homens. Temas e problemas que desempenham um papel fundamental na sua obra e em boa parte da poesia moderna, são, aqui, enfrentados de maneira imediata, e são continuamente confrontados e relacionados às experiências cotidianas e aos afetos comuns. De um lado os primeiros passos dados por Hofmannsthal no «caminho em direção à vida», na tentativa de romper, graças a essa amizade, o isolamento do artista. Do outro uma límpida, inédita perspectiva sobre a reflexão empreendida por Hofmannsthal sobre a literatura, sobre a sua relação com a vida, e em geral sobre a amizade e a formação do indivíduo. Um daqueles raros casos em literatura em que a expressão une felizmente imediatismo e profundidade.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725088256196,"sku":"9786559982325","price":49.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/PP_As_palavras_-_Capa_-_site_jpg.jpg?v=1782491845"},{"product_id":"as-palavras-trocadas","title":"as palavras trocadas","description":"\u003cp\u003eTudo é tão inaugural na poesia de Laura Erber, que o leitor atônito tem por vezes a sensação de estar diante de um texto traduzido de alguma língua exuberante, de sintaxe torcida e palavras curiosamente combinadas. Os poemas nos lançam num lugar de intensidade incomum; os «passados» não são «longínquos», mas «incógnitos»; a água é «dura», e, quanto aos amantes, «ninguém desmancha aqueles dois, nem na língua de chegada». Não espanta estarmos diante de uma autora tradutora, que verteu para o português, entre outros, os poemas em prosa de Anne Carson. A tradução, se opera quase como mecanismo de criação, está também explicitamente tematizada nestas páginas, assim como a vida das imagens, outro campo de interesse da autora. Se Erber já dissolveu fronteiras de gênero em sua produção artística, aqui também os limites entre prosa e verso foram ultrapassados, e avançamos por uma prosa que busca sua própria respiração rítmica: «Te encontrarei dormindo, por isso chegarei lentamente e sem fazer ruído soprarei de leve alguma coisa em você». «Você», aliás, é parte central dessa lírica de enlaces, endereçada, que lança cartas se sabendo interceptada: «escrevo com o que você me faz \/ quando não fazemos nada». Atenta ao feminino, Laura ativa o erotismo lírico como quem joga dardos, criando figurações inéditas para o sonho e a carne. Os olhos ora se voltam para o íntimo, ora se abrem à observação de um girassol, à sensação generalizada de apocalipse ou às cinzas espalhadas de um museu incendiado. \u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725088354500,"sku":"9786559981090","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/01-As-Palavras-Trocadas-CAPA.png?v=1743006383"},{"product_id":"bobi","title":"Bobi","description":"Quem era Bobi Bazlen? Misterioso, místico, com um faro formidável para a literatura. Descobridor, elusivo, nome tutelar da Adelphi, a mais extraordinária editora italiana: visionário, inquieto, irrequieto, onívoro, incisivo. Ele «certamente estava um passo à frente de todos» e, aos olhos de todos, encarnação de quem conseguiu se desvencilhar das ideias correntes, «após ter passado por elas, mas em um tempo remoto, como doenças infantis». Quem era Bobi? Um furacão silencioso, capaz de embaralhar a geografia preestabelecida da cultura italiana. Quem era Bobi? O esquivo, aquele que todos diziam conhecer e que ninguém conhecia realmente. O protagonista de histórias imprecisas, o inventor de palavras como\u003cem\u003e primeiravezi\u003c\/em\u003e\u003cem\u003edade\u003c\/em\u003e, o amigo. Lançado, como resíduo de uma de suas profecias, no dia da morte de Roberto Calasso, \u003cem\u003eBobi\u003c\/em\u003e é uma narrativa fugaz, um conjunto de anotações esparsas, um insolente ato de amor para um daqueles raros seres humanos que, nascidos mortos como todos, «conseguem aos poucos se tornarem vivos».","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725088813252,"sku":"9786559981458","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Bobi-capa-1.png?v=1743006402"},{"product_id":"bruxas-a-forca-invencivel-das-mulheres","title":"Bruxas","description":"\u003cp\u003e\u003cspan style=\"color: #000000;\"\u003eRebeldes, anciãs, solteironas, libertinas, pecadoras: aqui estão alguns dos nomes usados para rotular mulheres que não se conformam ao sistema de valores patriarcais que, ainda hoje, parece tão difícil erradicar. De acordo com Mona Chollet, o fenômeno secular da caça às bruxas, que desde o final do século XV reduziu as mulheres a um estado de sujeição, não está de modo algum desvinculado da atual condição feminina. Em vez disso, estaria em sua origem, se é verdade que, «ao aniquilar por vezes famílias inteiras, fazendo reinar o terror, reprimindo sem dó alguns comportamentos e algumas práticas que passaram a ser considerados intoleráveis, as caças às bruxas contribuíram para formar o nosso mundo». Um mundo em que, muitas vezes, são as próprias mulheres que projetam uma visão masculina sobre si mesmas, trancando-se no próprio espaço doméstico, anulando seus desejos a fim de se afastarem das criaturas malignas a serem jogadas às chamas. Um mundo em que, muitas vezes, são as próprias mulheres que acendem as chamas. Mona Chollet, colocando-se em jogo, explora o legado da caça às bruxas na Europa e nos Estados Unidos, analisando como a nossa sociedade herdou, e moldou, as representações e os preconceitos sobre as mulheres, produzindo «no melhor dos casos, censura ou autocensura, proibições; no pior, hostilidade ou mesmo violência». Ao fazê-lo, ela se concentra em alguns dos aspectos em consequência dos quais algumas mulheres ainda parecem intoleráveis (a independência, a decisão de não ser mãe, o envelhecimento da «velha megera» culpada de uma velhice vergonhosa e diabólica), traçando, enfim, um panorama do domínio de uma ciência arrogante que despreza o feminino ao qual se associa uma natureza a ser dominada e atacada em nome de uma razão nem sempre racional. Séculos depois, Mona Chollet parece nos dizer, as bruxas saíram dos livros de história, indo parar no Instagram ou nas praças, lutando por reivindicações salariais ou então se posicionando contra Donald Trump: encarnações da mulher livre, ainda sem perdão para o sistema de domínio patriarcal, essas mulheres apontam o dedo para um novo obscurantismo, reiterando em voz alta a existência de um destino alternativo à «beleza inofensiva» e à «gentileza murmurante».\u003c\/span\u003e \u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725088911556,"sku":"9786559980512","price":119.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Bruxas-capa.png?v=1743006405"},{"product_id":"cada-um-carregue-sua-culpa","title":"Cada um carregue sua culpa","description":"\u003cp\u003e«Onde quer que haja um vestígio do Estado Islâmico, existe uma vergonha.» De Mossul ao campo de refugiados de al Jaddah, Francesca Mannocchi percorre o labirinto de relatos com que compõe o cenário árido do pós-guerra iraquiano. «Uma pessoa que é obrigada a viver em um espaço imóvel não é imóvel; cresce na vertical, cresce em profundidade. Deixa germinarem as sementes das pulsões violentas. Busca uma razão e uma vingança.» Há neste mundo uma defesa da ambiguidade, da impossibilidade de afirmar: não há heróis ou vilões, não há soluções definitivas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNós dividimos de modo muito claro carrascos e vítimas, humano e desumano, Ocidente e caos; aliviamos nossa consciência com narrativas simplistas, nas quais o Estado Islâmico é um monstro desconhecido que precisa ser aniquilado, e as terras sobre as quais criou raízes são apenas terras arruinadas abandonadas ao seu destino. No entanto, olhando mais de perto, descobrimos o quanto de irresistivelmente humano sobrou ali onde pensamos não haver necessidade de olhar mais nada.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNão há um só retrato em Cada um carregue sua culpa que não nos afete: as mulheres viúvas de milicianos prontas para serem mães de outros mártires, os filhos dos carrascos do EI ao lado dos filhos das vítimas do EI no mesmo campo de refugiados; os juveníssimos órfãos do Califado que esperavam ser imolados em um atentado e agora, sem uma perna, miram o vazio; os adolescentes terroristas que se parecem com rapazes de qualquer periferia do planeta. Arqueóloga do presente, Mannocchi dá voz aos sobreviventes e aos carnífices, num contexto em que cada libertação é o começo da próxima guerra, e que cada vítima é também algoz.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089009860,"sku":"9788592649951","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Mannocchi-contracapa.jpg?v=1743006408"},{"product_id":"campos-magneticos","title":"Campos magnéticos","description":"\u003cp\u003eArte e política são âmbitos fortemente interconectados, que se atraem e se repelem, traçam continuidades e provocam rupturas, e os ensaios reunidos neste volume estão sujeitos à tensão entre essas forças. Seja como reflexão sobre a condição contemporânea, sobre a prática artística ou sobre os limites e as potencialidades do museu, cada um dos escritos está situado no tempo e no espaço, e todos refletem a trajetória intelectual de Manuel Borja-Villel à frente de importantes instituições museológicas, assim como algumas de suas inquietudes curatoriais como responsável por várias exposições e programas públicos ao longo dos últimos trinta anos. Defensor da hibridação e da transferência de saberes ante a compartimentalização estanque do conhecimento e sua forma de organização, este livro aposta na pesquisa extradisciplinar e na inter-relação de múltiplos campos. E é, antes de tudo, um convite à reflexão sobre a arte, suas organizações e seus atores.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089140932,"sku":"9786559981151","price":129.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Capa_Campos-Magneticos_Sub.png?v=1743006413"},{"product_id":"ceu-noturno-crivado-de-balas","title":"Céu noturno crivado de balas","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eUm Vietnã dilacerado pela guerra e pelo comunismo; Nova York – o símbolo da América – ferida pela violência e pela intolerância; a homossexualidade como condição de diversidade e marginalização. Trinta e cinco composições poéticas, inspiradas na experiência desse jovem autor vietnamita que emigrou para os Estados Unidos ainda criança. \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eCéu noturno crivado de balas\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e é animado por uma nova linguagem, de fusão e criação, na qual o amor pelo classicismo – o mito, a estética, a harmonia, a fé na ordem e na simetria – funde-se com a busca por novas formas, sempre fiéis ao verso livre e a um diálogo, surpreendente e vital, entre a prosa e o lirismo.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089173700,"sku":"9788592649869","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Ceu-noturno-capa.png?v=1743006416"},{"product_id":"cizanias-vozes-de-mulheres","title":"Cizânias","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eComo encontrar a própria voz? Como tomar a palavra? Como se fazer ouvir? Enquanto tenta escrever seu ensaio a respeito da voz off feminina no cinema, muitas outras vozes começam a interferir no trabalho acadêmico de Clara Schulmann, e ao mesmo tempo em sua vida de mulher e de crítica de arte. São vozes de mulheres, de escritoras, de feministas, vozes escutadas no rádio ou nos filmes, vozes amigas e de desconhecidas, hesitantes, em vias de desaparecer. E é justamente dessa intromissão da alteridade em seu próprio projeto, do imprevisto em meio ao planejamento reconfortante, que nasce Cizânias, um livro que é uma verdadeira e rara obra de escuta. Como ressoa a voz das mulheres na sociedade? Onde sua palavra privada se transforma em palavra pública, em dissidência, reivindicação? Misturando com graça e elegância os acontecimentos pessoais à história do cinema, à teoria feminista e à literatura, Clara Schulmann vai abrindo picadas sem se preocupar demais com seu paradeiro, entoa melodias sem transformá-las em concerto, mas esboça uma história da voz como chave possível da emancipação feminina, e ocasião de repensar a escrita para além daquilo que hoje conhecemos.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089206468,"sku":"9786559980529","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Cizanias-teste.jpg?v=1743006419"},{"product_id":"classe","title":"Classe","description":"\u003cp\u003eMultidão, massa, classe: entidades sociais instaladas no centro dos últimos dois séculos, objetos de ciências até então desconhecidas, mas sujeitos não congêneres, entre os quais passa uma linha de fratura que isola o terceiro, a classe. Para seus teóricos do final do século XIX, a massa se deixa descrever em termos de físico-química, de ideologia securitária ou de patografia da sugestão. Um puro amontoado «inorgânico» suscetível de muitos agregadores e desagregadores (Scipio Sighele), multidão «clamorosa e malvada» com vocação sediciosa (Gustave Le Bon), «feixe de contágios psíquicos produzidos essencialmente por contatos físicos» (Gabriel Tarde). A massa que entra nas expressões mais abusadas pelas fileiras dos sociólogos, economistas e filósofos mal dilui, sob a determinação quantitativa, a animosidade reativa que a ela ainda é atribuída por Elias Canetti quando a vê agitar-se «com vistas a uma meta rapidamente atingível». Excitáveis por um líder, as multidões e as massas denunciam aquele «traço de pânico» do qual, segundo Walter Benjamin, a classe sai ilesa. Nesta, consciência e solidariedade coincidem no ato anti-psicológico que dissolve o puro amontoado de indivíduos, permanecendo escondida de quem olha desde fora, ou seja, dos não solidários. Uma deslumbrante anotação benjaminiana dos anos trinta, que permaneceu inédita até pouco tempo, liga a classe à destruição da aura: o olhar do desprezado se cruza com os olhares carregados de desprezo, é o olhar «com o qual o oprimido responde ao opressor».\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089239236,"sku":"9786559980376","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Classe-capa.jpg?v=1743006422"},{"product_id":"coisas-que-vi-ouvi-aprendi","title":"Coisas que vi, ouvi, aprendi...","description":"\u003cp\u003eFragmentos, textos brevíssimos de timbre poético no limiar de desaparecer. Neste livro, de tom melancólico e final, Agamben refaz a própria vida entrelaçando-a aos ensinamentos aprendidos dos amigos, livros, lugares e escritores. O passo é leve, a atmosfera frágil, a luz tem o lampejo da iluminação. Como um tomar de notas para um testamento impossível, como escrever o próprio nome depois de o ter esquecido: «Coisas que vi, ouvi, aprendi...» parece a tentativa de recordar esse nome, soletrá-lo em voz baixa, como se faz quando se aprende uma língua. Por isso, as palavras de Agamben ressoam últimas, ou penúltimas, assim como é a verdade; em busca da inocência da infância, do primeiro escrito que tinha em si tudo o que o adulto procurou em vão explicar, Agamben toma notas daquilo que resta dos mestres, e deles absorve a sabedoria manifestando-a como um odor: amargo, meditativo, com frequência sereno, livre. Nenhum outro livro de Agamben se parece com este, nenhum tem o tom alto e cristalino de quem lutou até a última gota de sangue com a linguagem, e voltou para testemunhar.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089337540,"sku":"9786559980963","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/PP-Coisas-que-vi-ouvi-aprendi-CAPA.png?v=1743006428"},{"product_id":"com-borges","title":"Com Borges","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003eEm 1964, Alberto Manguel, então com dezesseis anos, trabalhava em uma famosa livraria de Buenos Aires, onde era possível encontrar as últimas novidades publicadas na Europa e nos Estados Unidos – e onde todas as tardes Borges passava, retornando da Biblioteca Nacional. Um dia, o escritor, já cego, perguntou ao jovem Manguel se ele estaria disposto a ler para ele à noite, já que sua mãe, Doña Leonor, com noventa anos, se cansava facilmente. O apartamento de Borges é um lugar fora do tempo, povoado de livros e palavras, um universo puramente verbal onde Manguel descobrirá o tipo de conversa que lhe era congenial – a dos livros e de sua feitura. E descobrirá (ele que havia crescido em Israel e que a partir de 1968 viveria em diversos países), a única terra à qual vale a pena pertencer – a da literatura. Com uma paixão constantemente moderada por um afável comedimento, Manguel nos faz compartilhar sua descoberta, permitindo-nos conhecer o que de Borges não conhecíamos. Tanto que, no final, nos é difícil acreditar que não conhecemos pessoalmente Borges, que não fomos hóspedes em sua casa.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089403076,"sku":"9788592649319","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Com-Borges-capa.jpg?v=1743006431"},{"product_id":"confissoes-de-um-heretico","title":"Confissões de um herético","description":"\u003cp\u003eEsta coletânea de artigos é fruto de uma década de engajamento com a cultura britânica e norte-americana. Alguns foram publicados em papel, outros na internet, outros ainda estão sendo apresentados ao público pela primeira vez aqui. Descrevo-os como confissões, uma vez que revelam aspectos de meu pensamento que, caso as palavras de meus críticos sejam levadas a sério, deveriam ter sido mantidos em segredo. Compilei material de cunho acadêmico e me esforcei para incluir somente artigos que lidam com assuntos que interessam a qualquer pessoa inteligente, nos tempos voláteis em que vivemos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e Roger Scruton\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089435844,"sku":"9786586683691","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Confissoes-de-um-heretico_capa.jpg?v=1743006434"},{"product_id":"contra-o-odio","title":"Contra o ódio","description":"\u003cp\u003eRacismo, fanatismo, sentimento antidemocrático. Em um espaço público cada vez mais polarizado, impõe-se um pensamento que só permite duvidar das opiniões dos outros, nunca das próprias. Carolin Emcke – uma das intelectuais europeias mais interessantes de sua geração – opõe a essa homologação a riqueza de uma sociedade aberta a diferentes vozes: uma democracia se realiza plenamente apenas com a vontade de defender o pluralismo e a coragem de se opor ao ódio. Com esses anticorpos, podemos derrotar os fanáticos religiosos e nacionalistas, que fabricam consenso, mas têm medo da diversidade e do conhecimento, as armas mais poderosas que temos. «Emcke demonstra que o diálogo é possível, e seu livro nos lembra que é uma tarefa que devemos encarar». Fragmento da decisão do júri do prêmio da paz dos livreiros alemães.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089927364,"sku":"9788592649609","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Contra_o_o_CC_81dio.jpg?v=1743006443"},{"product_id":"correio-literario-ou-como-se-tornar-ou-nao-um-escritor","title":"Correio literário","description":"\u003cp\u003eO «Correio literário» (ou «Correio», para os íntimos) era uma seção do semanário Życie Literackie [Vida Literária] em que a poeta Wisława Szymborska respondia às cartas dos leitores que enviavam seus primeiros escritos com a esperança de serem publicados e entrarem para o panteão literário polonês. As respostas tinham por objetivo orientar e comentar os textos para além do «não publicaremos» protocolar. Para atenuar a negativa, a poeta se vale de uma peculiar ironia, como se tentasse, de um só golpe, fincar novamente ao chão os pés dos sonhadores diletantes. Mas esse tom nunca impede reflexões profundas sobre arte, escrita e o comportamento daqueles que vivem escravos das palavras: «a poesia não é (…) uma recreação e uma fuga da vida, mas a própria vida»; «infeliz é aquele artista que não deixa nada atrás de si». Entre um sorriso amarelo e outro, um conselho e um consolo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEste livro, repleto do humor extraordinário da ganhadora do Prêmio Nobel, não é apenas uma coleção de conselhos valiosos e dicas para escritores, mas também uma ótima leitura para amantes da literatura e leitores das obras de Wisława Szymborska que desejam conhecer mais suas opiniões, preferências literárias e escritores favoritos.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089992900,"sku":"9788592649944","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A_Correio-literario-capa.png?v=1743006448"},{"product_id":"critica-da-vitima","title":"Crítica da vítima","description":"\u003cp\u003e«Da política aos costumes, da história à literatura, do direito à psicologia, Giglioli analisa os sintomas da vítima contemporânea: ‘o herói do nosso tempo’. Entre suas manifestações, a celebração obsessiva da memória, a crença humanitária que mantém ‘indefesos os desarmados’ e ‘deixa intactos os arsenais dos fortes’. O autor investiga a origem da ideologia da vítima e a consolidação de uma estratégia de lamúrias que divide a sociedade em réus e vítimas, vítimas e algozes.»\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003ePedro Fonseca\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cspan\u003eAssista a dois breves vídeos onde Daniele Giglioli procura enunciar os pontos importantes do livro\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003ciframe title=\"Crítica da vítima - Daniele Giglioli\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TLAxqS-FY5g\" height=\"335\" width=\"596\"\u003e\u003c\/iframe\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003ciframe title=\"Crítica da vítima – Daniele Giglioli\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5_r9_FicEZg\" height=\"335\" width=\"596\"\u003e\u003c\/iframe\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090025668,"sku":"9788592649067","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/TRZ-15-Critica-Capa.png?v=1743006450"},{"product_id":"da-iliada","title":"Da Ilíada","description":"\u003cp\u003eA escrita recorre em sua função de combate; é dela que se valem os intelectuais, os sensíveis que se veem de repente cercados pela guerra. «Onde a história exibe apenas muralhas e fronteiras, a poesia descobre, para além dos conflitos, a predestinação misteriosa que faz dignos, uns dos outros, os adversários convocados a um encontro inexorável.» Privados da escrita, encontram-se no exílio. De família ucraniana e radicada em Paris, Rachel Bespaloff viveu o desenraizamento mais de uma vez. O último deles quando deixou a França rumo aos Estados Unidos, reagindo ao avanço nazista. Levava consigo o manuscrito de Da Ilíada, leitura colérica e indômita iniciada em 1939, na antessala da Segunda Guerra, da epopeia de Homero. Parte experimento intertextual, parte arqueologia da violência, seu ensaio encontra fôlego na aridez das paixões de Ílion. A indistinção entre literatura, religião e filosofia adquire em Bespaloff uma característica arrebatadora, marca da leitora em desabrigo. Da Ilíada fala a tempos e terras em que não há esperança para além da guerra. «Aquiles é belo, Heitor é belo pois a força é bela, e somente a beleza da onipotência, que se torna a onipotência da beleza, consegue do homem esse consentimento total ao seu próprio aniquilamento […]. 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E talvez a grande arte ― e a grande angústia ― do ensaísta seja a tentativa de unir essas duas vidas entre duas capas, entre o início do primeiro parágrafo e o último ponto-final. São as vidas de duas pessoas: o romancista Rocco Carbone e a escritora e tradutora Pia Pera, amigos de muito tempo do autor e mortos prematuramente, de maneira trágica ― a morte sempre o é. Emanuele Trevi percorre as memórias que guarda dos dois e sua investigação resulta em retratos vívidos e comoventes, em odes às personalidades daqueles que ama. Esse olhar é também narrador, pois a vida que se desenrola na mente é fictícia, em busca de seu próprio meio de existência e expressão. Rocco e Pia são memórias que pulsam e persistem ― uma oliveira sobre o concreto, um jardim frondoso e secreto ― e que, graças ao exercício zeloso de Emanuele Trevi, não desbotarão, mas seguirão inspirando o exercício da atenção.«… escrever sobre uma pessoa real e escrever sobre um personagem imaginado é a mesma coisa: é preciso é[…] fazer cintilar um fogo psicológico a partir de alguns gravetos úmidos catados aqui e ali» ― neste livro, as pessoas Rocco e Pia tornam-se personagens de Trevi ― como Elpenor, de Homero; Francis Macomber, de Hemingway; Tatiana, de Onêguin ― e podem, enfim, descansar em seu manso desassossego.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090320580,"sku":"9786559980000","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Duas-vidas-capa-1.jpg?v=1743006465"},{"product_id":"edmund-burke-a-virtude-da-consistencia","title":"Edmund Burke","description":"\u003cp\u003eEdmund Burke (1730-1797) é um dos nomes centrais da história das ideias políticas. Mas será Burke um autor filosoficamente coerente? Ou apenas alguém que respondia aos desafios do seu tempo sem radicar as suas posições numa particular teoria política? Este ensaio defende a consistência do pensamento de Burke, alicerçada na sua reflexão sobre a natureza humana.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090386116,"sku":"9788592649838","price":44.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Screenshot-2021-08-17-at-15.26.34.png?v=1743006470"},{"product_id":"em-defesa-do-fervor","title":"Em defesa do fervor","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eNos quatro ensaios que compõem esta defesa do fervor, Adam Zagajewski desenraíza a criação literária e reafirma a literatura como um conjunto de peças moventes que orbitam os sujeitos, a dúvida, as democracias e a presença. Avesso às classificações e arremetendo contra os juízos generalizantes, destaca a mornidão das leituras individualistas para cravar: «Talvez, então, o verdadeiro fervor não divida, mas una. E nem leve ao fanatismo, nem ao fundamentalismo». O poeta e ensaísta polonês navega entre Czesław Miłosz e Emil Cioran, entre Thomas Mann e Simone Weil; produz-se assim um posicionamento apaixonado em defesa da literatura, contra a «tagarelice interminável de literatos satisfeitos consigo mesmos». Em uma prosa que recende o grande poeta que foi, Zagajewski se dirige com energia e lirismo às questões centrais da poesia do século XX, sem perder jamais a esperança: «Talvez algum dia o fervor volte a nossas livrarias, a nossas mentes».\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090418884,"sku":"9786559982349","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/PP_Em_defesa_do_fervor_-_Capa_-_site.png?v=1782760018"},{"product_id":"ensaios-sobre-o-sensivel","title":"Ensaios sobre o sensível","description":"\u003cp\u003eMerleau-Ponty dizia: o corpo dá lugar ao espírito que esquece o corpo que lhe deu lugar. Elaborando uma complexa tradição de raiz benjaminiana, o presente volume quer contribuir a reparar esse esquecimento, fornecer ligações para suturar a ferida aberta entre nós e o mundo e, em última instância, esboçar novas constelações sobre o horizonte do pensamento contemporâneo ― constelações capazes de orientar-nos neste deserto povoado de miragens em que parece ter-se convertido a nossa história. A potência da palavra e a indisciplina da escrita, a astúcia da linguagem e a resistência do olhar, a festa e a promessa do comum. Entre o peso do dado e a leveza do pensado, Vinícius Nicastro Honesko explora nestes ensaios o espaço imponderável que vai do sensível ao imaginável. As suas páginas evocam caminhos, mas é o caminhar o que as define ― inclusive, ou sobretudo, fora de rota.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090549956,"sku":"9786586683462","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Screen-Shot-2021-01-26-at-08.53.15.png?v=1743006475"},{"product_id":"escola-de-aprendizes","title":"Escola de aprendizes","description":"\u003cp\u003eA educação é o substrato da convivência, a oficina onde se experimentam as formas de vida possíveis. Por isso, o capitalismo cognitivo levou a sério a tarefa de atacar todos seus campos: a educação formal e a informal, os recursos, as ferramentas e as metodologias. A presencialidade e a virtualidade. A infância e a formação ao longo da vida. A educação não é apenas um grande negócio. É um campo de batalha no qual a sociedade reparte, de forma desigual, seus futuros. Os pedagogos dizem que é preciso mudar tudo, porque o mundo mudou para sempre. Tal afirmação esconde as perguntas que nos provocam mais medo: para que serve saber quando não sabemos como viver? Para que aprender quando não podemos imaginar o futuro? Essas perguntas são o espelho no qual não queremos nos olhar. Sentimos vergonha de não termos respostas, e é mais fácil disparar contra professores e educadores. Como queremos ser educados? Essa é a pergunta que uma sociedade que queira olhar-se de frente deveria atrever-se a compartilhar. Envolve todos nós. Todos somos aprendizes na oficina onde se experimentam as formas de vida possíveis. Educar não é aplicar um programa. Educar é acolher a existência, elaborar a consciência e discutir os futuros. Dentro e fora das escolas, a educação é um convite: o convite a assumir o risco de aprendermos juntos, contra as servidões do próprio tempo.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090582724,"sku":"9786559980611","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/CAPA-Garces.png?v=1743006478"},{"product_id":"eu-khaled-vendo-homens-e-sou-inocente","title":"Eu, Khaled, vendo homens e sou inocente","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003eA tragédia dos migrantes narrada pelas vozes contraditórias de um carnífice, vítima da chantagem de um país no caos. Khaled é líbio, tem pouco mais de trinta anos, participou da revolução que depôs Ghaddafi, mas a revolução o traiu. Assim ele, que queria ser engenheiro e construir um Estado novo, se tornou em vez disso um elo na engrenagem que controla o tráfico de pessoas. Organiza as travessias do Mediterrâneo, divide mulheres, homens e crianças dos confins do Sul até os centros de detenção: os cárceres legais e aqueles ilegais, nos quais os traficantes trancam os migrantes na espera de sua partida, e os torturam, estupram, chantageando os seus familiares. Khaled observa, às vezes participa. Faz isso por dinheiro, e mesmo assim não se sente um criminoso. Porque reside em um país onde parece não haver alternativa ao crime.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090746564,"sku":"9786559981465","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Eu-Khaled-capa-1.png?v=1743006483"},{"product_id":"felizes-os-felizes","title":"Felizes os felizes","description":"\u003cp\u003eSe é verdade, como Yasmina Reza faz dizer a um dos seus personagens, que «ser feliz é um talento», os protagonistas deste romance parecem de fato não possuí-lo. E é justamente sobre estas formas diversas, bizarras, de infelicidade que parece sustentar-se a estrutura polifônica desta obra tão sutil e cativante. Suspensas entre a tragicidade cotidiana típica de Reza e a sua surpreendente ironia, meio contos independentes, meio capítulos de um romance, meio fluxo de inconsciência interrompido, as histórias de Felizes os felizes demonstram o tempo todo, caso ainda fosse necessário, o irreverente talento de Reza. E assim, mais uma vez, é no gesto de apenas trincar a sutil pátina da existência que ela se revela na sua mais banal, hilária e sombria tragicidade: quer se trate de uma simples ida ao supermercado, de uma bela atriz embriagada tomada por crise de ciúme, de velhinhas doentes e ainda sedutoras ou de um filho possuído por Céline Dion, isso não importa muito. Neste romance de Yasmina Reza tudo está à beira de desabar e não desaba nunca, tudo está em equilíbrio e tudo corre perigo, como a tão ansiada felicidade.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090812100,"sku":"9786559980840","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A_Felizes_os_felizes_Capa_2026.png?v=1781533611"},{"product_id":"feminismo-glitch","title":"Feminismo Glitch","description":"\u003cp\u003eProjetar futuros fluidos dentro do espaço digital; esse espaço que nos permite ser o que quisermos, modelar nossa própria «narrativa e mudança de forma». É nessa categoria que se move Legacy Russell, curadora e escritora nova-iorquina, que concebe o ciberespaço como uma sala em expansão, na qual a identidade é livre para vagar, ampliar-se e explorar, rejuvenescer e morrer, ser mulher e homem, libertando-se de um binarismo de gênero demasiado restritivo e opressor. E tudo isso por meio de uma falha, um erro no sistema que é justamente o glitch: Russell faz dessa disfunção tecnológica, dessa anomalia, um movimento de libertação que nos permite romper com os limites de gênero, raça e identidade sexual que agem no mundo como categorias e demarcações rígidas. Esse «algo deu errado» torna-se o ponto de partida de seu manifesto feminista anticorpo: «No feminismo glitch, o glitch é celebrado como um veículo de recusa, uma estratégia de não performance. Esse glitch visa tornar novamente abstrato aquilo que foi forçado a um material desconfortável e mal definido: o corpo». Russell abre uma nova página do ciberfeminismo costurando crítica de arte, livro de memórias e teoria feminista: como esse glitch afeta o mundo e o transforma?\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090877636,"sku":"9786559981076","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Feminismo-Glitch-capa_SEM.png?v=1743006490"},{"product_id":"filosofia-do-cuidado","title":"Filosofia do cuidado","description":"\u003cp\u003eNossa cultura atual é dominada pela ideologia da criatividade. Deve-se criar o novo e não se importar com as coisas como são. Essa ideologia legitima a dominação da «classe criativa» sobre o resto da população que se ocupa predominantemente das formas de cuidado ― assistência médica, cuidados infantis, agricultura, manutenção industrial e assim por diante. Temos a responsabilidade de cuidar de nossos próprios corpos, mas aqui novamente nossa cultura tende a tematizar os corpos do desejo e a ignorar os corpos do cuidado ― corpos adoecidos que precisam de autocuidado e assistência social. Mas a discussão do cuidado tem uma longa tradição filosófica. Este livro reconstitui alguns episódios desta tradição ― começando com Platão e terminando com Alexander Bogdanov, passando por Hegel, Heidegger, Bataille e muitos outros. A questão central discutida é: quem deve ser o sujeito do cuidado? Devo cuidar de mim mesmo ou confiar nos outros, no sistema, nas instituições? Aqui, o conceito de autocuidado torna-se um princípio revolucionário que confronta o indivíduo com os mecanismos de controle dominantes.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090910404,"sku":"9786559981137","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/CAPA-Groys.png?v=1743006492"},{"product_id":"gaza-diante-da-historia","title":"Gaza diante da história","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003eIsrael é geralmente descrito como uma ilha democrática no meio de um oceano obscurantista e o Hamas como um exército de bestas sanguinárias. A história parece remontar ao século XIX, quando o Ocidente perpetrou genocídios coloniais em nome de sua missão civilizatória. Suas premissas essenciais permanecem as mesmas: civilização versus barbárie, progresso versus intolerância. Juntamente com as declarações rituais sobre o direito de Israel de se defender, ninguém jamais menciona o direito dos palestinos de resistir a uma agressão que já dura décadas. Mas se, em nome da luta contra o antissemitismo, uma guerra genocida é desencadeada, são as nossas próprias bússolas morais e políticas que são ofuscadas. São os pressupostos morais de nossa consciência a serem minados: a distinção entre o bem e o mal, o opressor e o oprimido, os carnífices e as vítimas. O ataque de 7 de outubro foi atroz, mas deve ser analisado e não apenas condenado. E devemos fazer isso reunindo todos os instrumentos críticos da pesquisa histórica. Se a guerra em Gaza terminar em uma segunda Nakba, a legitimidade de Israel ficará permanentemente comprometida. Nesse caso, nem as armas americanas, nem a mídia ocidental, nem a memória distorcida e ultrajada da Shoah serão capazes de redimi-la.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090975940,"sku":"9786559981649","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Gaza-capa.png?v=1743006496"}],"url":"https:\/\/www.ayine.com.br\/collections\/mais-vendidos.oembed","provider":"Editora Âyiné","version":"1.0","type":"link"}