{"title":"-50%","description":"","products":[{"product_id":"1947","title":"1947","description":"\u003cp\u003eQuando começa nosso tempo? Nosso agora? Em 1947, tudo está em movimento, tudo rapidamente pode mudar. Em 10 de fevereiro é assinado o armistício em Paris. A Segunda Guerra Mundial está oficialmente terminada. Ao mesmo tempo, fascistas e nazistas europeus tentam se organizar e se reerguer após a grande derrota. Simone de Beauvoir vive a paixão de sua vida, jamais se sentiu tão apaixonada por um homem assim. Ela começa a escrever O segundo sexo. Um comitê tem quatro meses para resolver a questão da Palestina. Christian Dior apresenta sua primeira coleção, The New Look. Um sucesso. É preciso formular os direitos humanos, o conceito de genocídio é pouco difundido. O filho de um relojoeiro egípcio, Hassan al-Banna, deseja reverter o tempo a favor do islã, e introduz um conceito que rapidamente se torna o ideal dos jihadistas. Na Alemanha, num campo de refugiados para órfãos de pais assassinados pelos nazistas, está Joszéf, dez anos. Agora, sozinho, ele precisa tomar uma decisão que marcará sua vida ― começar uma nova vida na Palestina ou regressar à Budapeste de seus antepassados? Muito tempo depois, ele vai para a Suécia e tem uma filha, Elisabeth. Desses eventos aparentemente tão díspares, Elisabeth Åsbrink concebeu uma narrativa sobre um mundo que, para o bem e para o mal, começa a tomar forma, em que noções de democracia e participação nascem e morrem no mesmo instante, em que a antiga ordem desmorona e uma nova começa a surgir. Nosso tempo agora.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085438148,"sku":"9786559981120","price":129.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/1947-Capa.png?v=1743006296"},{"product_id":"arte","title":"« Arte »","description":"Um quadro branco, aparentemente branco, talvez não exatamente branco. Três bons e velhos amigos, aparentemente bons, talvez não exatamente amigos. Se a especialidade de Yazmina Reza é revelar a realidade a partir de uma pequena fresta, desta vez a fresta está pendurada na parede: uma pintura branca, com listras brancas, pela qual Serge pagou duzentos mil francos e que seu amigo Marc acha que é pura «merda». Daí as aspas no título: é arte? Duzentos mil francos? Será que ele enlouqueceu? Quem é essa pessoa que eu pensava ser meu amigo? Em um turbilhão de diálogos que lembram \u003cem\u003eO deus da carnificina \u003c\/em\u003ee nos quais um terceiro elemento, dócil, também estará envolvido, a natureza de um triângulo de amizade é gradualmente revelada em seu egoísmo, vaidade e hipocrisia. Quem é o outro e quem sou eu? «Se eu sou eu porque sou eu, e você é você porque você é você, eu sou eu e você é você, se, por outro lado, eu sou eu porque você é você, e você é você porque eu sou eu, então eu não sou eu e você não é você». Yazmina Reza, com sua maneira implacável, mas divertida, joga a realidade na nossa frente como uma pintura provavelmente branca, ou talvez não, perguntando-nos o que vemos.","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085503684,"sku":"9786559981489","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Arte-capa.png?v=1743006299"},{"product_id":"a-arte-de-amarrar-as-pessoas","title":"A arte de amarrar as pessoas","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003e«Um psiquiatra olha para trás. Ele revisita seus quarenta anos de carreira, sua prática clínica, a existência dos outros, a própria. Nesta deliciosa narrativa em verso, Paolo Milone abarca a passagem do tempo e expõe a própria matéria da vida. Acompanhamos seu pensamento tão genial quanto honesto sobre o suicídio e a loucura, conhecemos os inesquecíveis Lucrezia, Carmelo, Chiara e compreendemos que, se o psiquiatra muda a vida dos pacientes, os pacientes mudam, por sua vez, a vida do psiquiatra. A sagacidade de Milone é evidente, mas também o é sua fragilidade. O psiquiatra, aqui, se coloca como um homem que não sabe, é instável, exposto. Paradoxalmente, é da insuficiência que surge seu saber, sua visão de mundo ao mesmo tempo sábia e antiga. \u003ci\u003eA arte de amarrar as pessoas\u003c\/i\u003e dá a ver a passagem do tempo não só por Milone, mas pela própria psiquiatria: enxergamos o que segue incontornável, o que já mudou, o que precisa continuar mudando. Neste livro que mostra as coisas como são, a psiquiatria aparece em sua verdade, em sua nudez, em sua contradição. E a loucura é o que há de mais humano e revelador. «Eu olho o abismo com os olhos dos outros», diz Milone. Mas também com os próprios — e, depois deste livro, somos nós, leitores, que passamos a olhá-lo — a ele, ao abismo — com outros olhos.»\u003cbr\u003e\u003cem\u003e—Natalia Timerman, \u003c\/em\u003ePsiquiatra e escritora\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085569220,"sku":"9786559981397","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-A-arte-de-amarrar-pessoas-capa.jpg?v=1743006301"},{"product_id":"a-esquerda-nao-e-woke","title":"A esquerda não é woke","description":"\u003cp\u003eSe você é woke, você é de esquerda. Se você é de esquerda, você é woke. Nós confundimos os termos, supondo que se você é um, você deve ser o outro. Susan Neiman argumenta que esse é um erro perigoso.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003eA confusão surge porque o woke é preenchido por emoções tradicionalmente de esquerda: o desejo de estar ao lado dos oprimidos e marginalizados, de lidar com crimes históricos. Mas essas emoções são minadas por suposições filosóficas generalizadas de origem reacionária. Como resultado, o wokeism entra em conflito com as ideias que guiaram a esquerda por mais de 200 anos: um compromisso com o universalismo, uma distinção firme entre justiça e poder e uma crença na possibilidade de progresso. Sem essas ideias, o woke continuará a minar seus próprios objetivos e a se desviar, inexorável e involuntariamente, para a direita.\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUma das principais vozes filosóficas do debate contemporâneo, Neiman apela com paixão e força para que a esquerda retorne aos ideais que construíram o melhor do mundo moderno.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085733060,"sku":"9786559981403","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Capa_A-esquerda-nao-e-woke.jpg?v=1743006309"},{"product_id":"a-fronteira-uma-viagem-em-torno-da-russia","title":"A fronteira","description":"Este livro nasce de um sonho. O sonho é caminhar sobre um grande mapa, ao longo de uma sinuosa linha vermelha. E esta linha não é outra senão a fronteira russa, uma fronteira muito extensa, aliás, a mais extensa do mundo. O despertar foi uma tomada de consciência: justamente esse sonho estranho — Erika Fatland percebe-o instantaneamente — será seu próximo livro, «uma viagem ao longo da fronteira russa, da Coreia do Norte até o norte da Noruega». É assim que a escritora e antropóloga definida pelo jornal Dagbladet como «a versão norueguesa de Marco Polo» empreende, depois de Sovietistão, sua nova jornada: uma jornada realmente cheia de aventuras, a bordo dos mais variados veículos — de cavalos a aviões turboélice, de renas a caiaques — que os turistas comuns fariam bem se recusassem; uma viagem semelhante àquelas que se faziam no passado, e em que «quando você estava longe, estava longe, ponto. Sua casa era apenas uma lembrança, um mundo paralelo, inacessível não como agora, que você traz sempre no bolso». A bússola deste itinerário é uma só, uma pergunta aparentemente simples: o que significa ser vizinho da maior nação do mundo? «É possível compreender um país e um povo observando-os de fora, do ponto de vista do vizinho ou, como naquele momento, do convés de um navio?» Com a convicção de que somente graças ao encontro com o outro o ser humano toma consciência de si e da cultura a que pertence, e que somente nessa fronteira entre o que somos e o que nos é estranho a identidade pode tomar forma, a autora tenta responder a esta sua questão, ou melhor, fornecer tantas respostas quantos os países que fazem fronteira com o gigante. Resulta daí uma imersão paradoxal e fascinante na chamada dusha, a «alma russa», realizada pelo olhar do outro, um relato que é um pouco diário de viagem, um pouco investigação histórica e um pouco estudo antropológico, um contínuo interrogar-se sobre a noção de fronteira e, sobretudo, um retrato vívido de culturas tão diferentes que têm apenas uma coisa em comum: o mesmo, trabalhoso, vizinho.\n\\n\n\\n \n\\n\n\\n ","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085765828,"sku":"9786559980956","price":189.9,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Fronteira-capa.jpg?v=1743006312"},{"product_id":"a-loucura-de-holderlin-cronica-de-uma-vida-habitante-1806-1843","title":"A loucura de Hölderlin","description":"\u003cp\u003eA vida de Hölderlin divide-se exatamente em duas metades: os 36 anos de 1770 a 1806 e os 36 anos de 1807 a 1843, que transcorre como louco na casa do marceneiro Zimmer. Se na primeira metade o poeta vive no mundo e participa na medida das suas forças dos acontecimentos do seu tempo, a segunda metade da sua existência é transcorrida de todo fora do mundo, como se, apesar das visitas esporádicas que recebe, um muro a separasse de qualquer relação com os eventos externos. Por razões que talvez fiquem ao final claras para quem lê, Hölderlin decidiu eliminar todo caráter histórico e social das ações e dos gestos da sua vida. Segundo o testemunho de seu mais antigo biógrafo, ele repetia obstinadamente \"não me acontece nada\". Sua vida pode apenas ser objeto de crônica, não de uma biografia e muito menos de uma análise clínica ou psicológica. E, no entanto, a hipótese do livro é que, desse modo, Hölderlin deu à humanidade uma outra, inédita figura da vida, cujo significado genuinamente político resta ainda a medir, mas nos diz respeito de perto. “A vida habitante de Hölderlin neutraliza a oposição entre público e privado, faz com que coincidam sem síntese numa posição de paralização. Nesse sentido, sua vida habitante, nem privada nem pública, constitui talvez o legado propriamente político que o poeta dá ao pensamento. Também nisso está próximo de nós, a nós que da distinção entre as duas esferas não sabemos mais nada. A sua vida é uma profecia de algo que seu tempo não podia de nenhum modo pensar sem ultrapassar os limites da loucura.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725085995204,"sku":"9786559980192","price":84.9,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-loucura-de-Holderlin-capa2-fechada.jpg?v=1743006321"},{"product_id":"a-mais-amada","title":"A mais amada","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003e«Meu nome é Teresa Ciabatti, tenho quatro anos e sou a filha, a alegria, o orgulho do Professor.» O Professor é Lorenzo Ciabatti, diretor do hospital de Orbetello. Tornou-se rapidamente diretor após um estágio nos Estados Unidos. Além de ser muito talentoso, é também modesto, um benfeitor, alguns dizem, um santo. Todos o amam, todos o temem, e Teresa é a filha adorada: a única pessoa que o Professor deixa usar o anel de safira do qual nunca se separa. O anel da Universidade Americana, diz ele. O anel do poder, comentam em segredo. Teresa desliza da infância à adolescência, e percebe que a benevolência que o mundo lhe dirige é um efeito colateral do servilismo para com seu pai. Quem é Lorenzo Ciabatti? O médico benfeitor que ama os pobres ou um homem calculista, violento? Um poderoso que talvez tenha se envolvido em alguns dos eventos mais obscuros da história recente? Já adulta, Teresa decide descobrir, e se vê imersa no líquido amniótico doce e venenoso que foi sua infância: perguntas nunca feitas, respostas evasivas. Nos relatos de sua família, tudo foi readaptado, transformado… Teresa Ciabatti reconstrói a história familiar e, com ela, os acontecimentos de toda uma época. Uma autoficção sincera, brutal, perturbadora, que nasce da urgência de acertar as contas com uma infância feliz bruscamente interrompida.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725086093508,"sku":"9786559980895","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-mais-amada-contracapa-scaled.jpg?v=1743006324"},{"product_id":"a-nossa-necessidade-de-consolacao","title":"A nossa necessidade de consolação","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eA inalienável aspiração humana à felicidade, à liberdade, à redenção, ao direito de existir sem outra justificativa senão a própria inviolabilidade e, ao mesmo tempo, a consciência desesperada de que essas aspirações permanecem inatingíveis: essa é a confissão tocante do escritor enfermo do mal de viver e que sempre sentiu “atrair a dor como uma calamidade”ainda que a nossa necessidade de consolação não seja a última obra de Dagerman, ela aparece como um verdadeiro e próprio testamento espiritual, em que se lê nas entrelinhas, o motivo de seu silêncio final e de seu suicídio escravo do próprio nome e do próprio talento a ponto de não ter “a coragem de usá-lo por medo de tê-lo perdido”, obcecado pelo tempo e pela morte, incapaz de se evadir das pressões que sente impostas pela sociedade e, ainda mais, pela sua própria intransigência, permanece mesmo assim convencido de que o valor de um homem não pode ser medido por seu desempenho e que ninguém pode exigir muito dele, a ponto de afetar sua vontade de viver há sempre palavras de oposição a todo tipo de opressão, “porque quem constrói prisões não se exprime tão bem quanto quem constrói a liberdade”mas se isso não é ainda suficiente, permanece o silêncio, “porque não existe machado capaz de romper um silêncio vivo”.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725086453956,"sku":"9786559980833","price":22.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/6559980833-MAIN.jpg?v=1743006334"},{"product_id":"a-reputacao","title":"A reputação","description":"\u003cp\u003eNa Roma dos anos 1980, a butique Joséphine é uma esquina de Paris no coração de Parioli: os negócios estão em alta graças ao talento da proprietária, Marie-France, que recebe os clientes com seu sedutor sotaque francês. Seu entusiasmo contagia o indecifrável sócio Joshua e as três garotas que trabalham para ela, ansiosas para conquistar liberdade e independência. Entre elas está Barbara, uma eterna graduada em filosofia que chegou à loja por acaso, pronta para deixar Marie-France ensiná-la a viver. Ela aprenderá com ela que a moda é tudo, menos um assunto frívolo: é um ritual, um jargão, um sonho, um segredo... Para aqueles que, como Marie-France, fizeram dela uma missão, é um antídoto para a dor, para a angústia do desaparecimento, para as mudanças que o tempo inflige. Tudo corre pelo melhor, até que Marie-France tem uma ideia que se revelará catastrófica: abrir uma linha para adolescentes. Dia após dia, a superfície de aparente serenidade começa a se romper. Surgem estranhas mensagens codificadas e ameaças, e uma infame calúnia se espalha pela butique, sem poupar ninguém. Os boatos se espalham e a hostilidade contra Marie-France e seu pessoal cresce na vizinhança. Uma jovem desaparece: será que há alguma ligação com os boatos? Com uma prosa capaz de ser ao mesmo tempo profunda e leve, Ilaria Gaspari investiga a relação entre aparência e identidade, o peso da calúnia e a difícil conquista da maturidade. O que acontece quando a desconfiança polui o olhar, quando os limites entre a culpa e a fofoca se tornam indistintos, quando confiar significa correr riscos? Barbara não está pronta para descobrir, talvez ela não esteja pronta para se tornar uma adulta, mas não terá escolha.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087142084,"sku":"9786559981601","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-reputacao-capa.jpg?v=1743006342"},{"product_id":"a-sociedade-como-veredito","title":"A sociedade como veredito","description":"«Nenhuma identidade dada constitui necessariamente um modo de autoafirmação política», afirma Didier \u003cspan class=\"il\"\u003eEribon\u003c\/span\u003e a certa altura de seu \u003ci\u003eA sociedade como veredito\u003c\/i\u003e. \u003cspan class=\"il\"\u003eEribon\u003c\/span\u003e exerce aqui a colheita, em cada encontro, da história de estruturas sociais, de hierarquias enraizadas e dos modos de dominação reproduzidos por essas mesmas estruturas e hierarquias. O autor de \u003ci\u003eRetorno a Reims\u003c\/i\u003e recupera o relato publicado em 2009 para extrair, do incômodo de sua publicação, a possibilidade de uma revisita mais profunda ao mundo operário de sua infância. Este novo retorno se configura por meio da sobreposição de um ensaio autobiográfico a uma genealogia das enunciações, cujo horizonte maior seria, por um lado, «restituir a multiplicidade dos pontos de vista» e, por outro, produzir uma «reapropriação teórica e política de si». É assim, generoso com as pluralidades e as dissonâncias — dos outros e de si mesmo —, que o autor navega ao lado das escritas de Pierre Bourdieu, Annie Ernaux e outros sujeitos de enunciações tensionadas, biograficamente emaranhadas, para compor um percurso de beleza e densidade admiráveis. Ao destacar que «a política inovadora é necessariamente uma política de si sobre si», \u003cspan class=\"il\"\u003eEribon\u003c\/span\u003e apresenta um mapa para que se renove a análise de classes, de trajetórias e de identidades. Afinal, «não se rompe com a ordem estabelecida com uma vara de condão».\n\\n\n\\nAcompanhe a playlist sobre o livro \u003ci\u003eA sociedade como veredito \u003c\/i\u003eproduzida por Uiara Azevedo, no Spotify:\n\\n\n\\nhttps:\/\/open.spotify.com\/playlist\/0Wn3Ee8H9KOxjrAzVC6Mz3?si=7a81da9effe84553","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087174852,"sku":"9786559980604","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Vslt_Eribon-Capa_1000px.png?v=1743006344"},{"product_id":"a-trindade-bantu","title":"A Trindade Bantu","description":"\u003cp\u003eEscrito numa linguagem musical, cintilante e inventiva, A Trindade Bantu é o segundo romance do escritor camaronês Max Lobe, há anos residente na Suíça. A obra apresenta aos leitores brasileiros a voz pungente de um escritor que expõe com ironia, humor e ternura as contradições e falsas ilusões de uma sociedade multicultural como é a das cidades da Helvécia, um país no coração da Europa, palco da narrativa desse romance fulgurante.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO protagonista, Mwána, um jovem africano que vive em Genebra, narra sua odisseia à procura de um emprego, ao passo que vive dividido entre a cultura bantu de origem e o amor por Ruedi, o companheiro ruivo suíço-alemão. Ambos partilham um cotidiano marcado por dificuldades econômicas e pelo fantasma da fome, porém sempre atravessado por um espírito vivo e confiante.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNesta narrativa, em que as línguas e os mundos se sobrepõem constantemente, o leitor é levado ao encontro de personagens carismáticas como a Senhora Bauer, uma militante progressista que trabalha numa ONG em defesa dos direitos dos estrangeiros; a irmã Kosambela, extremamente católica e, ainda, a mãe Monga Míngá, internada numa clínica suíça para se tratar de uma doença de brancos, e que cobra de Zambi uma explicação sobre essa travessia.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA riqueza da oralidade da cultura bantu é protagonista também deste romance que é um verdadeiro canto à vida, desenhando a personalidade instigante do protagonista, Mwána, um entre os muitos habitantes que tentam sobreviver com dignidade e certo humor numa Helvécia atravessada por ventos de intolerância e xenofobia.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePrisca Agustoni\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087207620,"sku":"9786559980147","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-trindade-Bantu-capa.jpg?v=1743006346"},{"product_id":"a-ultima-mao-ao-inebriamento","title":"A última mão ao inebriamento","description":"\u003cp\u003eNo limiar desse livro, é Sêneca quem oferece a Agamben o vinho forte de uma meditação sobre o envelhecimento. Abreviado, contraído, inoportuno, realizado, mas também escasso e faltante, esse é o tempo que tentamos apreender: um problema para os filósofos. O que está em questão nestas páginas é sempre o estilo tardio de artistas, mestres e Poetas: de Giorgione a Guccione, de Ticiano a Savinio, de Monet a Cézanne, e com eles Goethe, Hölderlin, e depois Kant e seus rabiscos ilegíveis, para todos eles a última mão é uma mão que confunde, embaralha, retira, retorna, desfaz e abandona a obra.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087568068,"sku":"9786559981632","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-ultima-mao-ao-inebriamento_capa.png?v=1743006351"},{"product_id":"a-vida-secreta-das-emocoes","title":"A vida secreta das emoções","description":"\u003cp\u003e\u003cspan data-sheets-root=\"1\"\u003eAs emoções que habitam dentro de nós tornam-nos humanos. Confiar no que sentimos não significa que somos frágeis ou instáveis, mas vivos, abertos à experiência e prontos para nos maravilhar com o mundo. Quantas vezes nos forçamos a reprimir uma emoção? Nós o fazemos porque nos envergonhamos do olhar do outro. Ou porque estamos acostumados a desconfiar das emoções, analfabetos no discurso emocional. E, no entanto, é justamente o que sentimos que nos permite conhecer o mundo. Cada uma das emoções que experimentamos tem uma história: a história de todas as pessoas que a experimentaram, expressaram, cantaram, revelaram, estudaram. Uma história de vida secreta e de metamorfoses, ligada à filosofia, que construiu paradigmas de observação e de estudo; mas também ligada à literatura e à poesia. Este livro é uma viagem emocional em etapas: reconstruindo as vicissitudes das palavras com as quais expressamos nossos estados de espírito, ele traça, pouco a pouco, um autorretrato — fragmentado, imperfeito. Porque em nosso ser vulnerável somos todos semelhantes; e reconhecermo-nos emotivos significa tomar consciência de que temos necessidades, e que precisamente tais necessidades nos tornam humanos.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087600836,"sku":"9786559982158","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A_A_vida_secreta_-_Capa.jpg?v=1762263443"},{"product_id":"agencia-de-viagens","title":"Agência de viagens","description":"\u003cp\u003e\u003cspan lang=\"PT-BR\"\u003e«Nas salas abafadas e úmidas cresciam fileiras de deuses». O encontro com a poesia de Krystyna Dąbrowska desabriga as pequenas seguranças, as mitologias miúdas do habitual. De Heráclito a «um agricultor da aldeia Wasiły», do «umbigo de um bebê» às \u003ci\u003esecurity questions\u003c\/i\u003e «na página da embaixada dos Estados Unidos», do «orfanato etíope» à «lavadeira grega num avental surrado», produz-se nesta poesia uma cronologia própria da voz, que faz da presença do outro seu meio de propagação: é esta a \u003cspan class=\"il\"\u003eviagem\u003c\/span\u003e de Dąbrowska, «\u003c\/span\u003e\u003cspan lang=\"BG\"\u003epaciente, veloz, humilde e insolente\u003c\/span\u003e\u003cspan lang=\"PT-BR\"\u003e»\u003c\/span\u003e\u003cspan lang=\"PT-BR\"\u003e. Apresenta-se aqui, em tradução inédita ao português, uma ampla seleção de poemas da premiada poeta polonesa, uma das mais importantes vozes de sua geração. Krystyna Dąbrowska constrói com sua poesia uma cartografia de minúcias, com versos de rigor e erudição, de nitidez e erotismo: «Dois traços horizontais trêmulos — os nossos corpos»; «Que nome os seus dedos têm para mim?». Dąbrowska não é uma poeta prolífica, o que sublinha a rigidez do seu silêncio. Da visualidade arisca de alguns versos às pequenas narrativas que ocasionalmente florescem, as vozes que se entrecruzam ao longo dos poemas são áridas; são zelosas; são conscientes de toda a tradição que a linguagem move em torno de um «eu».\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087731908,"sku":"9786559980550","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/6559980550-MAIN-1-scaled.jpg?v=1743006359"},{"product_id":"alma-material","title":"Alma material","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eConstruir um livro, diz Émilie Notéris, é como edificar uma casa. Precisamos de materiais, colaboradores e, quem sabe, como alicerce, um sonho: o sonho de Notéris é o de que a crítica de arte possa evoluir para um horizonte feminista e queer. Por meio do resgate, ou – quando o resgate é impossível – da invenção dos vínculos estéticos e biográficos que unem as autoras e artistas ao seu passado de mulheres, Notéris busca lançar um novo olhar sobre a história da arte, e assim as relações de classe, raça e gênero são trazidas de volta ao centro de sua interpretação da prática artística. Uma genealogia subjetiva de artistas mulheres, do século XIX ao XX, que tenta «restaurar os laços entre as mulheres, aqueles que foram rompidos ou invisibilizados pela narrativa branca, heteronormativa e patriarcal da história da arte tal como foi escrita até agora, por exclusões, e calcada em silêncios». A casa de Notéris é uma casa nova, uma casa que não se desenvolve na vertical, mas horizontalmente, onde o peso da história escrita em nome das mulheres, mas sem elas, não atua, ou é refutado, invertido, e onde o que foi invisibilizado reaparece e o que foi calado reconquista uma voz que pode aqui, na casa de Notéris, se encontrar com outras vozes ouvidas por poucos, abrir novas forças interpretativas e construir, mais do que uma casa, uma constelação.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087797444,"sku":"9786559981144","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Alma-material-capa-1.jpg?v=1743006361"},{"product_id":"amanha-talvez-o-futuro-escritoras-e-rebeldes-na-guerra-civil-espanhola","title":"Amanhã talvez o futuro","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003eDizer algo original sobre o que foi chamado de ensaio geral da Segunda Guerra Mundial não é fácil, mas Sara \u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003eWatling conseguiu. De 1936 a 1939, os corações de toda a Europa, e não apenas, se acenderam. Muitos estrangeiros participaram de uma guerra que não era não era a sua. O livro de \u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003eWatling segue esses corações, um punhado de \u003cem\u003eoutsiders\u003c\/em\u003e extraordinários, concentrando-se nas mulheres, e o faz com o entusiasmo a clareza. O seu é um relato pessoal e acessível por meio da vida daqueles que realmente estavam lá: a famosa fotógrafa Gerda Taro, a fascinante escritora e anarquista Nancy Cunard; mas também mulheres das quais provavelmente nunca ouvimos falar. Sara Watling tece caminhos de outras pessoas para compor uma biografia coletiva comovente que parece responder a muitas perguntas: e você, diante de um massacre, de que lado está?\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087830212,"sku":"9786559981434","price":189.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Amanha-talvez-o-futuro-capa.png?v=1743006364"},{"product_id":"ao-longo-do-caminho-encantado-viagens-na-transilvania","title":"Ao longo do caminho encantado","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003e\u003cspan\u003eNão é de se estranhar que Patrick Leigh Fermor tenha dito que tinha esse livro «muito perto de seu coração». No início da década de 1930, Leigh Fermor havia de fato viajado pela Transilvânia a caminho de Constantinopla, extraindo de lá talvez o melhor material para seu grande livro de viagens, \u003c\/span\u003e\u003ci\u003eBetween the Woods and the Water.\u003c\/i\u003e\u003cspan\u003e Para William Blacker, no entanto, essa mesma região da atual Romênia parece não ser o destino de uma viagem, mas sim um estado da mente ou dos olhos. Blacker a visita quase por acaso, logo após a queda do Muro de Berlim e, encantado com tudo o que vê, decide se estabelecer em seu distrito mais remoto, Maramureş, adaptando-se a um estilo de vida que permanece inalterado há séculos. Mas o demônio da inquietação logo o atrai mais para o sul, onde as montanhas se inclinam para as colinas da Terra dos Saxões. Lá, Blacker encontra um mundo completamente diferente e muito mais agitado. Os saxões limpos e impecáveis emigraram em grande parte para a Alemanha, e em suas casas se estabeleceram os ciganos, cuja capacidade de inventar histórias e depois se fazer passar por elas é pelo menos tão impressionante quanto sua incapacidade de se livrar delas. A partir daí – ou seja, a partir do momento em que Natalia e Marishka, duas irmãs muito diferentes e igualmente inesquecíveis, entram na vida de Blacker – o que começou como uma elegia serena a uma Europa desaparecida se transforma em uma rapsódia cigana: às vezes lânguida, às vezes selvagem, mas, de qualquer forma, impossível não se render a ela. O resultado é um livro que é instintivamente descrito como «extraordinário, diferente de qualquer outro, uma história em si».\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725087928516,"sku":"9786559981694","price":139.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Ao-longo-do-caminho-capa.png?v=1743006368"},{"product_id":"as-coisas-como-elas-sao-uma-iniciacao-ao-budismo-comum","title":"As coisas como elas são","description":"\u003cp\u003eQuando o fervor de maior de 68 arrefeceu, um garoto alheio a tudo, depois de correr e vociferar, teve uma experiência de todo distinta daquelas que haviam feito e que ainda fariam parte da sua vida. Ele descobriu o budismo na sua essência: nu, imóvel, vazio. Não sabia colocar em palavras aquilo que vivia, tampouco reconhecia o budismo. Como foi-lhe possível? Estava além do alcance da linguagem. Uma porta se entreabriu, um sopro passou, a porta se fechou. Mas ele já não era o mesmo. Hervé Clerc, que era tal jovem, nos apresenta ao budismo não mais por meio da exposição da Doutrina, senão pelo relato de uma experiência original. O budismo que ele encontrou não foi tomado de cultura alguma. Um objeto como este tem a vocação de perder seu nome, como um alimento bem digerido cuja substância se integra à nossa. Hervé Clerc chama-o de «budismo comum». Nessa antiga visão do mundo, encontram-se ainda hoje instrumentos e materiais para reconstruir uma casa coletiva.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725088125124,"sku":"9786559981113","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/PBA-As-coisas-como-elas-sao-Capa-F2-Gold.png?v=1743006373"},{"product_id":"as-novas-faces-do-fascismo","title":"As novas faces do fascismo","description":"\u003cp\u003eQuais são os significados do fascismo no começo do século XXI? Quando pronunciamos essa palavra, nossa memória volta aos anos entre as duas guerras mundiais e vislumbra uma paisagem sombria de violência, ditaduras e genocídios. Essas imagens, espontaneamente, vem à tona diante da ascensão da extrema direita, do racismo, da xenofobia, da islamofobia e do terrorismo, sendo o último frequentemente descrito como uma forma de fascismo islâmico. Para além de algumas analogias superficiais, no entanto, essas tendências contemporâneas revelam muitas dessemelhanças, provavelmente maiores do que suas afinidades, em relação ao fascismo histórico. Paradoxalmente, o medo do terrorismo alimenta populistas e racistas, com Marine Le Pen na França e a alt-right americana alegando serem as barreiras mais eficazes contra o «fascismo jihadista». Mas, sendo o fascismo um produto do imperialismo, podemos definir um movimento terrorista, cujo principal alvo é a dominação ocidental, como fascista? Esclarecendo esses temas contraditórios, o olhar histórico de Enzo Traverso nos ajuda a decifrar os enigmas do presente. O autor sugere o conceito de pós-facismo como um fenômeno híbrido, que não passa pela reprodução do antigo fascismo, nem por algo totalmente diferente, para assim definir um conjunto de movimentos heterogêneos e transacionais, suspensos entre um passado que ainda assombra nossas memórias e um futuro desconhecido.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725088223428,"sku":"9786559981045","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/3-As-Novas-Faces-1aCapa-1.png?v=1743006378"},{"product_id":"as-palavras-trocadas","title":"as palavras trocadas","description":"\u003cp\u003eTudo é tão inaugural na poesia de Laura Erber, que o leitor atônito tem por vezes a sensação de estar diante de um texto traduzido de alguma língua exuberante, de sintaxe torcida e palavras curiosamente combinadas. Os poemas nos lançam num lugar de intensidade incomum; os «passados» não são «longínquos», mas «incógnitos»; a água é «dura», e, quanto aos amantes, «ninguém desmancha aqueles dois, nem na língua de chegada». Não espanta estarmos diante de uma autora tradutora, que verteu para o português, entre outros, os poemas em prosa de Anne Carson. A tradução, se opera quase como mecanismo de criação, está também explicitamente tematizada nestas páginas, assim como a vida das imagens, outro campo de interesse da autora. Se Erber já dissolveu fronteiras de gênero em sua produção artística, aqui também os limites entre prosa e verso foram ultrapassados, e avançamos por uma prosa que busca sua própria respiração rítmica: «Te encontrarei dormindo, por isso chegarei lentamente e sem fazer ruído soprarei de leve alguma coisa em você». «Você», aliás, é parte central dessa lírica de enlaces, endereçada, que lança cartas se sabendo interceptada: «escrevo com o que você me faz \/ quando não fazemos nada». Atenta ao feminino, Laura ativa o erotismo lírico como quem joga dardos, criando figurações inéditas para o sonho e a carne. Os olhos ora se voltam para o íntimo, ora se abrem à observação de um girassol, à sensação generalizada de apocalipse ou às cinzas espalhadas de um museu incendiado. \u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725088354500,"sku":"9786559981090","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/01-As-Palavras-Trocadas-CAPA.png?v=1743006383"},{"product_id":"bobi","title":"Bobi","description":"Quem era Bobi Bazlen? Misterioso, místico, com um faro formidável para a literatura. Descobridor, elusivo, nome tutelar da Adelphi, a mais extraordinária editora italiana: visionário, inquieto, irrequieto, onívoro, incisivo. Ele «certamente estava um passo à frente de todos» e, aos olhos de todos, encarnação de quem conseguiu se desvencilhar das ideias correntes, «após ter passado por elas, mas em um tempo remoto, como doenças infantis». Quem era Bobi? Um furacão silencioso, capaz de embaralhar a geografia preestabelecida da cultura italiana. Quem era Bobi? O esquivo, aquele que todos diziam conhecer e que ninguém conhecia realmente. O protagonista de histórias imprecisas, o inventor de palavras como\u003cem\u003e primeiravezi\u003c\/em\u003e\u003cem\u003edade\u003c\/em\u003e, o amigo. Lançado, como resíduo de uma de suas profecias, no dia da morte de Roberto Calasso, \u003cem\u003eBobi\u003c\/em\u003e é uma narrativa fugaz, um conjunto de anotações esparsas, um insolente ato de amor para um daqueles raros seres humanos que, nascidos mortos como todos, «conseguem aos poucos se tornarem vivos».","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725088813252,"sku":"9786559981458","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Bobi-capa-1.png?v=1743006402"},{"product_id":"bruxas-a-forca-invencivel-das-mulheres","title":"Bruxas","description":"\u003cp\u003e\u003cspan style=\"color: #000000;\"\u003eRebeldes, anciãs, solteironas, libertinas, pecadoras: aqui estão alguns dos nomes usados para rotular mulheres que não se conformam ao sistema de valores patriarcais que, ainda hoje, parece tão difícil erradicar. De acordo com Mona Chollet, o fenômeno secular da caça às bruxas, que desde o final do século XV reduziu as mulheres a um estado de sujeição, não está de modo algum desvinculado da atual condição feminina. Em vez disso, estaria em sua origem, se é verdade que, «ao aniquilar por vezes famílias inteiras, fazendo reinar o terror, reprimindo sem dó alguns comportamentos e algumas práticas que passaram a ser considerados intoleráveis, as caças às bruxas contribuíram para formar o nosso mundo». Um mundo em que, muitas vezes, são as próprias mulheres quem projetam uma visão masculina sobre si mesmas, trancando-se no próprio espaço doméstico, anulando seus desejos a fim de se afastarem das criaturas malignas a serem jogadas às chamas. Um mundo em que, muitas vezes, são as próprias mulheres que acendem as chamas. Mona Chollet, colocando-se em jogo, explora o legado da caça às bruxas na Europa e nos Estados Unidos, analisando como a nossa sociedade herdou, e moldou, as representações e os preconceitos sobre as mulheres, produzindo «no melhor dos casos, censura ou autocensura, proibições; no pior, hostilidade ou mesmo violência». Ao fazê-lo, ela se concentra em alguns dos aspectos em consequência dos quais algumas mulheres ainda parecem intoleráveis — a independência, a decisão de não ser mãe, e o envelhecimento da «velha megera» culpada de uma velhice vergonhosa e diabólica — traçando, enfim, um pano rama do domínio de uma ciência arrogante que despreza o feminino ao qual se associa uma natureza a ser dominada e atacada em nome de uma razão nem sempre racional. Séculos depois — Mona Chollet parece nos dizer — as bruxas saíram dos livros de história, indo parar no Instagram ou nas praças, lutando por reivindicações salariais ou então se posicionando contra Donald Trump: encarnações da mulher livre, ainda sem perdão para o sistema de domínio patriarcal, essas mulheres apontam o dedo para um novo obscurantismo, reiterando em voz alta a existência de um destino alternativo à «beleza inofensiva» e à «gentileza murmurante».\u003c\/span\u003e \u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725088911556,"sku":"9786559980512","price":119.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Bruxas-capa.png?v=1743006405"},{"product_id":"campos-magneticos","title":"Campos magnéticos","description":"\u003cp\u003eArte e política são âmbitos fortemente interconectados, que se atraem e se repelem, traçam continuidades e provocam rupturas, e os ensaios reunidos neste volume estão sujeitos à tensão entre essas forças. Seja como reflexão sobre a condição contemporânea, sobre a prática artística ou sobre os limites e as potencialidades do museu, cada um dos escritos está situado no tempo e no espaço, e todos refletem a trajetória intelectual de Manuel Borja-Villel à frente de importantes instituições museológicas, assim como algumas de suas inquietudes curatoriais como responsável por várias exposições e programas públicos ao longo dos últimos trinta anos. Defensor da hibridação e da transferência de saberes ante a compartimentalização estanque do conhecimento e sua forma de organização, este livro aposta na pesquisa extradisciplinar e na inter-relação de múltiplos campos. E é, antes de tudo, um convite à reflexão sobre a arte, suas organizações e seus atores.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089140932,"sku":"9786559981151","price":129.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Capa_Campos-Magneticos_Sub.png?v=1743006413"},{"product_id":"ceu-noturno-crivado-de-balas","title":"Céu noturno crivado de balas","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eUm Vietnã dilacerado pela guerra e pelo comunismo; Nova York – o símbolo da América – ferida pela violência e pela intolerância; a homossexualidade como condição de diversidade e marginalização. Trinta e cinco composições poéticas, inspiradas na experiência desse jovem autor vietnamita que emigrou para os Estados Unidos ainda criança. \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eCéu noturno crivado de balas\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e é animado por uma nova linguagem, de fusão e criação, na qual o amor pelo classicismo – o mito, a estética, a harmonia, a fé na ordem e na simetria – funde-se com a busca por novas formas, sempre fiéis ao verso livre e a um diálogo, surpreendente e vital, entre a prosa e o lirismo.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089173700,"sku":"9788592649869","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Ceu-noturno-capa.png?v=1743006416"},{"product_id":"cizanias-vozes-de-mulheres","title":"Cizânias","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eComo encontrar a própria voz? Como tomar a palavra? Como se fazer ouvir? Enquanto tenta escrever seu ensaio a respeito da voz off feminina no cinema, muitas outras vozes começam a interferir no trabalho acadêmico de Clara Schulmann, e ao mesmo tempo em sua vida de mulher e de crítica de arte. São vozes de mulheres, de escritoras, de feministas, vozes escutadas no rádio ou nos filmes, vozes amigas e de desconhecidas, hesitantes, em vias de desaparecer. E é justamente dessa intromissão da alteridade em seu próprio projeto, do imprevisto em meio ao planejamento reconfortante, que nasce Cizânias, um livro que é uma verdadeira e rara obra de escuta. Como ressoa a voz das mulheres na sociedade? Onde sua palavra privada se transforma em palavra pública, em dissidência, reivindicação? Misturando com graça e elegância os acontecimentos pessoais à história do cinema, à teoria feminista e à literatura, Clara Schulmann vai abrindo picadas sem se preocupar demais com seu paradeiro, entoa melodias sem transformá-las em concerto, mas esboça uma história da voz como chave possível da emancipação feminina, e ocasião de repensar a escrita para além daquilo que hoje conhecemos.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089206468,"sku":"9786559980529","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Cizanias-teste.jpg?v=1743006419"},{"product_id":"coisas-que-vi-ouvi-aprendi","title":"Coisas que vi, ouvi, aprendi...","description":"\u003cp\u003eFragmentos, textos brevíssimos de timbre poético no limar de desaparecer. Neste livro, de tom melancólico e final, Agamben refaz a própria vida entrelaçando-a aos ensinamentos aprendidos dos amigos, livros, lugares e escritores. O passo é leve, a atmosfera frágil, a luz tem o lampejo da iluminação. Como um tomar de notas para um testamento impossível, como escrever o próprio nome depois de o ter esquecido: «Coisas que vi, ouvi, aprendi... » parece a tentativa de recordar esse nome, soletrá-lo em voz baixa, como se faz quando se aprende uma língua. Por isso, as palavras de Agamben ressoam últimas, ou penúltimas, assim como é a verdade; em busca da inocência da infância, do primeiro escrito que tinha em si tudo o que o adulto procurou em vão explicar, Agamben toma notas daquilo que resta dos mestres, e deles absorve a sabedoria manifestando-a) como um odor: amargo, meditativo, com frequência sereno, livre. Nenhum outro livro de Agamben se parece com este, nenhum tem o tom alto e cristalino de quem lutou até a última gota de sangue com a linguagem, e voltou para testemunhar.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089337540,"sku":"9786559980963","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/PP-Coisas-que-vi-ouvi-aprendi-CAPA.png?v=1743006428"},{"product_id":"com-borges","title":"Com Borges","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003eEm 1964, Alberto Manguel, então com dezesseis anos, trabalhava em uma famosa livraria de Buenos Aires, onde era possível encontrar as últimas novidades publicadas na Europa e nos Estados Unidos – e onde todas as tardes Borges passava, retornando da Biblioteca Nacional. Um dia, o escritor, já cego, perguntou ao jovem Manguel se ele estaria disposto a ler para ele à noite, já que sua mãe, Doña Leonor, com noventa anos, se cansava facilmente. O apartamento de Borges é um lugar fora do tempo, povoado de livros e palavras, um universo puramente verbal onde Manguel descobrirá o tipo de conversa que lhe era congenial – a dos livros e de sua feitura. E descobrirá (ele que havia crescido em Israel e que a partir de 1968 viveria em diversos países), a única terra à qual vale a pena pertencer – a da literatura. Com uma paixão constantemente moderada por um afável comedimento, Manguel nos faz compartilhar sua descoberta, permitindo-nos conhecer o que de Borges não conhecíamos. Tanto que, no final, nos é difícil acreditar que não conhecemos pessoalmente Borges, que não fomos hóspedes em sua casa.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725089403076,"sku":"9788592649319","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Com-Borges-capa.jpg?v=1743006431"},{"product_id":"critica-da-vitima","title":"Crítica da vítima","description":"\u003cp\u003e“Da política aos costumes, da história à literatura, do direito à psicologia, Giglioli analisa os sintomas da vítima contemporânea: «o herói do nosso tempo». Entre suas manifestações, a celebração obsessiva da memória, a crença humanitária que mantém «indefesos os desarmados» e «deixa intactos os arsenais dos fortes». O autor investiga a origem da ideologia da vítima e a consolidação de uma estratégia de lamúrias que divide a sociedade em réus e vítimas, vítimas e algozes.”\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003ePedro Fonseca\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003cspan\u003eAssista a dois breves vídeos onde Daniele Giglioli procura enunciar os pontos importantes do livro\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003ciframe title=\"Crítica da vítima - Daniele Giglioli\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TLAxqS-FY5g\" height=\"335\" width=\"596\"\u003e\u003c\/iframe\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003ciframe title=\"Crítica da vítima – Daniele Giglioli\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5_r9_FicEZg\" height=\"335\" width=\"596\"\u003e\u003c\/iframe\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090025668,"sku":"9788592649067","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/TRZ-15-Critica-Capa.png?v=1743006450"},{"product_id":"da-iliada","title":"Da Ilíada","description":"\u003cp\u003eA escrita recorre em sua função de combate; é dela que se valem os intelectuais, os sensíveis que se veem de repente cercados pela guerra. «Onde a história exibe apenas muralhas e fronteiras, a poesia descobre, para além dos conflitos, a predestinação misteriosa que faz dignos, uns dos outros, os adversários convocados a um encontro inexorável.» Privados da escrita, encontram-se no exílio. De família ucraniana e radicada em Paris, Rachel Bespaloff viveu o desenraizamento mais de uma vez. O último deles quando deixou a França rumo aos Estados Unidos, reagindo ao avanço nazista. Levava consigo o manuscrito de Da Ilíada, leitura colérica e indômita iniciada em 1939, na antessala da Segunda Guerra, da epopeia de Homero. Parte experimento intertextual, parte arqueologia da violência, seu ensaio encontra fôlego na aridez das paixões de Ílion. A indistinção entre literatura, religião e filosofia adquire em Bespaloff uma característica arrebatadora, marca da leitora em desabrigo. Da Ilíada fala a tempos e terras em que não há esperança para além da guerra. «Aquiles é belo, Heitor é belo pois a força é bela, e somente a beleza da onipotência, que se torna a onipotência da beleza, consegue do homem esse consentimento total ao seu próprio aniquilamento […]. Assim a força aparece na Ilíada, ora como a realidade suprema, ora como a ilusão suprema da existência.»\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090189508,"sku":"9786559980383","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Da-Ili_CC_81ada-capa.jpg?v=1743006456"},{"product_id":"discurso-sobre-a-dignidade-do-homem","title":"Discurso sobre a dignidade do homem","description":"\u003cp\u003e\u003cspan data-sheets-root=\"1\"\u003eNeste teatro que é o mundo, nada causa mais admiração do que o homem. Com essa proposição poderia ser resumido o início do Discurso sobre a dignidade do homem, texto com que Pico della Mirandola revolucionou a cultura ocidental, compondo uma das obras-chave do pensamento renascentista. O Discurso foi redigido em 1486 como introdução às novecentas teses que o autor apresentaria publicamente para promover o diálogo entre diferentes fés e saberes. Pico foi acusado de heresia e o Discurso, nunca proferido, veio a compor em parte sua Apologia, passando a circular com esse título só após a morte. Nesse texto são investigadas a natureza do ser humano, complexa e mutável, e sua capacidade de conciliar os diferentes aspectos do conhecimento: a liberdade o caracteriza, junto com a sua capacidade de autodeterminar-se. A filosofia favorece a busca do saber, em que o homem pode se tornar responsável e exercer seu livre arbítrio — nisso residiria a sua dignidade —, estabelecendo assim o próprio destino. Em seus escritos, Pico combina doutrina cristã e mundo pagão, filósofos gregos e pensadores medievais, filosofia árabe, magia e cabala, conciliando a religião filosófica platônica com as diversas experiências do mundo. 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E talvez a grande arte ― e a grande angústia ― do ensaísta seja a tentativa de unir essas duas vidas entre duas capas, entre o início do primeiro parágrafo e o último ponto-final. São as vidas de duas pessoas: o romancista Rocco Carbone e a escritora e tradutora Pia Pera, amigos de muito tempo do autor e mortos prematuramente, de maneira trágica ― a morte sempre o é. Emanuele Trevi percorre as memórias que guarda dos dois e sua investigação resulta em retratos vívidos e comoventes, em odes às personalidades daqueles que ama. Esse olhar é também narrador, pois a vida que se desenrola na mente é fictícia, em busca de seu próprio meio de existência e expressão. Rocco e Pia são memórias que pulsam e persistem ― uma oliveira sobre o concreto, um jardim frondoso e secreto ― e que, graças ao exercício zeloso de Emanuele Trevi, não desbotarão, mas seguirão inspirando o exercício da atenção.«… escrever sobre uma pessoa real e escrever sobre um personagem imaginado é a mesma coisa: é preciso é[…] fazer cintilar um fogo psicológico a partir de alguns gravetos úmidos catados aqui e ali» ― neste livro, as pessoas Rocco e Pia tornam-se personagens de Trevi ― como Elpenor, de Homero; Francis Macomber, de Hemingway; Tatiana, de Onêguin ― e podem, enfim, descansar em seu manso desassossego.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090320580,"sku":"9786559980000","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Duas-vidas-capa-1.jpg?v=1743006465"},{"product_id":"edmund-burke-a-virtude-da-consistencia","title":"Edmund Burke","description":"\u003cp\u003eEdmund Burke (1730 - 1797) é um dos nomes centrais da história das ideias políticas. Mas será Burke um autor filosoficamente coerente? Ou apenas alguém que respondia aos desafios do seu tempo sem radicar as suas posições numa particular teoria política? Este ensaio defende a consistência do pensamento de Burke, alicerçada na sua reflexão sobre a natureza humana.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090386116,"sku":"9788592649838","price":44.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Screenshot-2021-08-17-at-15.26.34.png?v=1743006470"},{"product_id":"em-defesa-do-fervor","title":"Em defesa do fervor","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eNos quatro ensaios que compõem esta defesa do fervor, Adam Zagajewski desenraíza a criação literária e reafirma a literatura como um conjunto de peças moventes que orbitam os sujeitos, a dúvida, as democracias e a presença. Avesso às classificações e arremetendo contra os juízos generalizantes, destaca a mornidão das leituras individualistas para cravar: «Talvez, então, o verdadeiro fervor não divida, mas una. E nem leve ao fanatismo, nem ao fundamentalismo». O poeta e ensaísta polonês navega entre Czesław Miłosz e Emil Cioran, entre Thomas Mann e Simone Weil; produz-se assim um posicionamento apaixonado em defesa da literatura, contra a «tagarelice interminável de literatos satisfeitos consigo mesmos». Em uma prosa que recende o grande poeta que foi, Zagajewski se dirige com energia e lirismo às questões centrais da poesia do século XX, sem perder jamais a esperança: «Talvez algum dia o fervor volte a nossas livrarias, a nossas mentes».\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090418884,"sku":"9788592649814","price":59.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/pre-venda-Em-defesa-do-fervor-capa.jpg?v=1743006472"},{"product_id":"escola-de-aprendizes","title":"Escola de aprendizes","description":"\u003cp\u003eA educação é o substrato da convivência, a oficina onde se experimentam as formas de vida possíveis. Por isso, o capitalismo cognitivo levou a sério a tarefa de atacar todos seus campos: a educação formal e a informal, os recursos, as ferramentas e as metodologias. A presencialidade e a virtualidade. A infância e a formação ao longo da vida. A educação não é apenas um grande negócio. É um campo de batalha no qual a sociedade reparte, de forma desigual, seus futuros. Os pedagogos dizem que é preciso mudar tudo, porque o mundo mudou para sempre. Tal afirmação esconde as perguntas que nos provocam mais medo: para que serve saber quando não sabemos como viver? Para que aprender quando não podemos imaginar o futuro? Essas perguntas são o espelho no qual não queremos nos olhar. Sentimos vergonha de não termos respostas, e é mais fácil disparar contra professores e educadores. Como queremos ser educados? Essa é a pergunta que uma sociedade que queira olhar-se de frente deveria atrever-se a compartilhar. Envolve todos nós. Todos somos aprendizes na oficina onde se experimentam as formas de vida possíveis. Educar não é aplicar um programa. Educar é acolher a existência, elaborar a consciência e discutir os futuros. Dentro e fora das escolas, a educação é um convite: o convite a assumir o risco de aprendermos juntos, contra as servidões do próprio tempo.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090582724,"sku":"9786559980611","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/CAPA-Garces.png?v=1743006478"},{"product_id":"eu-khaled-vendo-homens-e-sou-inocente","title":"Eu, Khaled, vendo homens e sou inocente","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003eA tragédia dos migrantes narrada pelas vozes contraditórias de um carnífice, vítima da chantagem de um país no caos. Khaled é líbio, tem pouco mais de trinta anos, participou da revolução que depôs Ghaddafi, mas a revolução o traiu. Assim ele, que queria ser engenheiro e construir um Estado novo, se tornou em vez disso um anel na engrenagem que controla o tráfico de pessoas. Organiza as travessias do Mediterrâneo, divide mulheres, homens e crianças dos confins do Sul até os centros de detenção: os cárceres legais e aqueles ilegais, no qual os traficantes trancam os migrantes na espera de sua partida, e os torturam, estupram, chantageando os seus familiares. Khaled observa, às vezes participa. Faz isso por dinheiro, e mesmo assim não se sente um criminoso. Porque reside em um país onde parece não haver alternativa ao crime.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090746564,"sku":"9786559981465","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Eu-Khaled-capa-1.png?v=1743006483"},{"product_id":"felizes-os-felizes","title":"Felizes os felizes","description":"\u003cp\u003eSe é verdade, como Yasmina Reza faz dizer a um dos seus personagens, que «ser feliz é um talento», os protagonistas deste romance parecem de fato não possuí-lo. E é justamente sobre estas formas diversas, bizarras, de infelicidade que parece sustentar-se a estrutura polifônica desta obra tão sutil e cativante. Suspensas entre a tragicidade cotidiana típica de Reza e a sua surpreendente ironia, meio contos independentes, meio capítulos de um romance, meio fluxo de inconsciência interrompido, as histórias de Felizes os felizes demonstram o tempo todo — caso ainda fosse necessário — o irreverente talento de Reza. E assim, mais uma vez, é no gesto de apenas trincar a sutil pátina da existência que ela se revela na sua mais banal, hilária e sombria tragicidade: quer se trate de uma simples ida ao supermercado, de uma bela atriz embriagada tomada por crise de ciúme, de velhinhas doentes e ainda sedutoras ou de um filho possuído por Celine Dion, isso não importa muito. Neste romance de Yasmina Reza tudo está à beira de desabar e não desaba nunca, tudo está em equilíbrio e tudo corre perigo, como a tão ansiada felicidade.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090812100,"sku":"9786559980840","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A_Felizes_os_felizes_Capa_2026.png?v=1781533611"},{"product_id":"feminismo-glitch","title":"Feminismo Glitch","description":"\u003cp\u003eProjetar futuros fluidos dentro do espaço digital; esse espaço que nos permite ser o que quisermos, modelar nossa própria «narrativa e mudança de forma». É nessa categoria que se move Legacy Russell, curadora e escritora nova-iorquina, que concebe o ciberespaço como uma sala em expansão, na qual a identidade é livre para vagar, ampliar-se e explorar, rejuvenescer e morrer, ser mulher e homem, libertando-se de um binarismo de gênero demasiado restritivo e opressor. E tudo isso por meio de uma falha, um erro no sistema que é justamente o glitch: Russell faz dessa disfunção tecnológica, dessa anomalia, um movimento de libertação que nos permite romper com os limites de gênero, raça e identidade sexual que agem no mundo como categorias e demarcações rígidas. Esse «algo deu errado» torna-se o ponto de partida de seu manifesto feminista anticorpo: «No feminismo glitch, o glitch é celebrado como um veículo de recusa, uma estratégia de não performance. Esse glitch visa tornar novamente abstrato aquilo que foi forçado a um material desconfortável e mal definido: o corpo». Russell abre uma nova página do ciberfeminismo costurando crítica de arte, livro de memórias e teoria feminista: como esse glitch afeta o mundo e o transforma?\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090877636,"sku":"9786559981076","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Feminismo-Glitch-capa_SEM.png?v=1743006490"},{"product_id":"filosofia-do-cuidado","title":"Filosofia do cuidado","description":"\u003cp\u003eNossa cultura atual é dominada pela ideologia da criatividade. Deve-se criar o novo e não se importar com as coisas como são. Essa ideologia legitima a dominação da «classe criativa» sobre o resto da população que se ocupa predominantemente das formas de cuidado ― assistência médica, cuidados infantis, agricultura, manutenção industrial e assim por diante. Temos a responsabilidade de cuidar de nossos próprios corpos, mas aqui novamente nossa cultura tende a tematizar os corpos do desejo e a ignorar os corpos do cuidado ― corpos adoecidos que precisam de autocuidado e assistência social. Mas a discussão do cuidado tem uma longa tradição filosófica. Este livro reconstitui alguns episódios desta tradição ― começando com Platão e terminando com Alexander Bogdanov, passando por Hegel, Heidegger, Bataille e muitos outros. A questão central discutida é: quem deve ser o sujeito do cuidado? Devo cuidar de mim mesmo ou confiar nos outros, no sistema, nas instituições? Aqui, o conceito de autocuidado torna-se um princípio revolucionário que confronta o indivíduo com os mecanismos de controle dominantes.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090910404,"sku":"9786559981137","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/CAPA-Groys.png?v=1743006492"},{"product_id":"gaza-diante-da-historia","title":"Gaza diante da história","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003eIsrael é geralmente descrito como uma ilha democrática no meio de um oceano obscurantista e o Hamas como um exército de bestas sanguinárias. A história parece remontar ao século XIX, quando o Ocidente perpetrou genocídios coloniais em nome de sua missão civilizatória. Suas premissas essenciais permanecem as mesmas: civilização versus barbárie, progresso versus intolerância. Juntamente com as declarações rituais sobre o direito de Israel de se defender, ninguém jamais menciona o direito dos palestinos de resistir a uma agressão que já dura décadas. Mas se, em nome da luta ao antissemitismo, uma guerra genocida é desencadeada, são as nossas próprias bússolas morais e políticas que são ofuscadas. São os pressupostos morais de nossa consciência a serem minados: a distinção entre o bem e o mal, o opressor e o oprimido, os carnífices e as vítimas. O ataque de 7 de outubro foi atroz, mas deve ser analisado e não apenas condenado. E devemos fazer isso reunindo todas os instrumentos críticos da pesquisa histórica. Se a guerra em Gaza terminar em uma segunda Nakba, a legitimidade de Israel ficará permanentemente comprometida. Nesse caso, nem as armas americanas, nem a mídia ocidental, nem a memória distorcida e ultrajada da Shoah serão capazes de redimi-la.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725090975940,"sku":"9786559981649","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Gaza-capa.png?v=1743006496"},{"product_id":"homo-poeticus","title":"Homo poeticus","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003e«Entre todos os escritores de sua geração, franceses e estrangeiros, que nos anos oitenta viviam em Paris, era talvez o maior. Certamente o mais invisível», Milan Kundera escreve sobre Danilo Kiš, em seguida especificando: «A deusa chamada Atualidade não tinha motivos para apontar os refletores para ele… que nunca sacrificou seus romances em nome da política. Desse modo, ele pôde compreender o que havia de mais comovente: os destinos esquecidos desde o nascimento». Palavras que destacam a refratariedade de Kiš a qualquer pertencimento, mesmo em momentos e lugares em que certos rótulos lisonjeiros teriam, de modo automático, garantido grandes simpatias. («Eu não sou um dissidente», ele escreveu). Porquanto a única pátria de Kiš seja a literatura, sua militância exclusiva é a de um «escritor bastardo do mundo já desaparecido da Europa central». Enquanto coleção de ensaios e entrevistas nas quais Kiš, concentrando sua genialidade a uma gama ampla de temas, insere-se ora na grande literatura europeia e americana – entregando-nos páginas magistrais sobre Borges, Flaubert, Nabokov, Sade -, ora na história do século XX, \u003c\/span\u003e\u003ci\u003eHomo poeticus\u003c\/i\u003e\u003cspan\u003e oferece um testemunho eloquente dessa liberdade irredutível. 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Mas que também serve como espelho, no qual podemos encarar diretamente os lados mais sombrios que vivem em cada um de nós. Sob a falsa aparência de um manual, a obra reflete sobre o surgimento de movimentos neofascistas, investigando por que as pessoas se sentem cada vez mais atraídas por esses movimentos e fazendo um alerta poderoso: não querer reconhecer que eles «já estão aqui», ou a importância que têm, já não é uma opção. Por vezes, subestimamos e chegamos a ridicularizar o eleitor desses partidos sem entender ou estudar suas motivações; outras vezes, somos tomados de um medo genuíno de recebermos o rótulo de antidemocráticos por não tolerarmos opiniões diferentes. A autora se move com grande talento entre a ironia e a provocação. Além das instruções para realizar a suposta “conversão” de um indivíduo em um fascista, descritas no texto de forma muito bem-sucedida, Michela Murgia propõe um exercício divertido ao final do livro: o fascistômetro, uma lista de afirmações que desafia aqueles que acreditam que o fascista é sempre o outro. Qual o grau de fascismo existente em nossa sociedade, em nosso ambiente e em nós mesmos?\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725091631300,"sku":"9786559980031","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Instrucoes-capa.jpg?v=1743006512"},{"product_id":"inverno-em-sokcho","title":"Inverno em Sokcho","description":"\u003cp\u003eSokcho é a paisagem imóvel, a folha em branco sobre a qual será desenhado o inquietante relacionamento entre a recepcionista de uma pousada decadente e um cartunista francês, que chegara ao balneário em busca de inspiração. É inverno, e o frio desacelera tudo: as acomodações estão calmas, as ruas, vazias e úmidas e os mal-entendidos, suspensos. A tinta escorre sobre o papel, implacável. Um vínculo frágil se estabelece entre esses dois seres de culturas tão distintas. Juntos, os dois partem em peque-nas viagens de reconhecimento da paisagem desolada. À medida que se apresentam os traços desse encontro, revelam-se passados, comportamentos e desejos, como obstáculos para o reconhecimento puro e simples. Este romance, delicado como neve sobre espuma, transporta o leitor para um universo de rara riqueza e originalidade, com uma atmosfera poderosa.Em seu premiado livro de estreia, Elisa Shua Dusapin apresenta ao leitor cenários e costumes de um lugar ao mesmo tempo estranho e familiar, como as pessoas. E personagens que merecem ser explorados, como os lugares.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725091664068,"sku":"9786559981595","price":72.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/capa_inverno_versao1_mockup.jpg?v=1743006514"},{"product_id":"licoes-de-felicidade","title":"Lições de felicidade","description":"\u003cp\u003eComo encarar a vida sob a perspectiva dos filósofos gregos? E se lançássemos mão da sabedoria dos antigos para encarar a vida com mais leveza? E se escolhêssemos ter Pitágoras e Parmênides, Epiteto e Pirro, Epicuro e Diógenes como mestres?\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eLições de felicidade\u003c\/em\u003e, Ilaria Gaspari, pensadora sutil e original, combina o rigor da pesquisa filosófica com a intuição do dado empírico, análise e síntese, mostrando que, como faziam os gregos antigos, é possível curar-se com a filosofia. Essa disciplina, muito longe de ser apenas um estudo teórico, estático e sem vida, se revela sabedoria prática que, cultivada dia após dia, é capaz de transformar. Com maestria e naturalidade, a autora adentra questões debatidas há milênios, aprofundando o não dito que se lê além dos enunciados, mostrando que sob a superfície sempre há outras camadas. Durante uma viagem de seis semanas, cada uma seguindo os preceitos de diferentes escolas filosóficas da Grécia Antiga, Ilaria Gaspari será levada a questionar não apenas as noções sedimentadas ao longo dos anos, mas a vida em seu todo. Nessa jornada, aprenderá a entender a natureza do tempo, jamais perdido, a achar-se suspensa diante da incerteza; aprenderá que o desconforto gerado pela novidade também nos mantém vivos, que errar não é apenas lícito, mas necessário: erro e errância levam sempre à descoberta.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUm exercício de filosofia prática que mostra que seguir fórmulas concebidas há mais de dois mil anos não é uma tarefa simples, mas pode levar a uma fascinante busca pela felicidade.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725091991748,"sku":"9786559981557","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Licoes-de-felicidade-capa.jpg?v=1743006529"},{"product_id":"licoes-de-poetica","title":"Lições de poética","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003eNestas \u003cem\u003eLições de Poética\u003c\/em\u003e, Paul Valéry (1871-1945) nos propõe considerar a literatura — e a arte em geral — não como “obras” acabadas, mas, primeiro, como atos do intelecto que a compõem, e, segundo, como atos do intelecto que recebem a obra. Aliás, hoje mesmo se fala muito em escritura — e ainda mais em leitura —, mas quantas vezes nos lembramos de que esses substantivos se referem a atos de intelectos individuais?\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p1\"\u003eMesmo que o intelecto produtor saia de si para tentar calcular os efeitos da obra em quem vai contemplá-la, ele inevitavelmente volta a si para a composição. Para ele, a obra mesma é o termo desse processo. Para o leitor (ou para o ouvinte, para o espectador…), porém, a obra nada mais é do que a \u003cem\u003eorigem\u003c\/em\u003e de uma nova série de atos do seu próprio intelecto.\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p1\"\u003eAssim, fica o convite para não reduzirmos as obras a escolas ou a estilos, mas para tentar captá-las como atos de outro espírito, e para que nos examinemos a nós mesmos ao sofrer seu impacto.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003cem\u003ePedro Sette-Câmara\u003c\/em\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725093105860,"sku":"9786559981175","price":69.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Licoes-de-poetica-Capa.png?v=1743006532"},{"product_id":"metafisica-da-puta","title":"Metafísica da puta","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003eEste ensaio busca reconstruir, através da lente de alguma das maiores figuras literárias ou artísticas do século vinte, a função profunda que exerce a prostituta na modernidade e até os dias de hoje. Indo, assim, de Baudelaire a Jean-Luc Godard, de Wedeking a Alban Berg, de James Joyce a Jean Genet, de Maupassant a Charles Bukovski, o autor tenta indagar o papel determinante que desempenha a puta em relação à nossa ideia de arte, de dinheiro, de trabalho, da polícia, e, em sentido mais tecnicamente filosófico, do sujeito e da própria verdade. A ser colocada seriamente em questão é toda uma infinidade de lugares comuns da nossa época.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725093433540,"sku":"9786559981427","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/LC_Metafisica_da_puta_2ed_CAPA.png?v=1779213853"},{"product_id":"nao-me-pergunte-jamais","title":"Não me pergunte jamais","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eOs textos reunidos em \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eNão me pergunte jamais\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e foram, em sua maioria, publicados no diário italiano La Stampa entre dezembro de 1968 e outubro de 1970. Neles, Natalia Ginzburg apresenta as suas impressões do mundo e da existência ― da existência no mundo ― por meio de sua prosa sempre expressiva e sempre única, mesclando gêneros como a crônica e o ensaio, e manifestando também as suas sensíveis inquietações (impressões, mais que críticas) em relação a textos, canções, imagens e expressões artísticas de sua época ou que marcaram a sua história pessoal. A leitura de um romance como Cem anos de solidão, a busca, de quarteirão em quarteirão, por uma nova moradia, a dificuldade de comunicar-se na infância e com a infância, a lembrança de um único verso diluído em uma ópera: elementos tão singelos que se transformam em reflexões pessoais para, depois, espraiar-se na pungente literatura à procura da interlocução, sempre ideal, sempre precária. A cada texto, o olhar compenetrado de Ginzburg convida o leitor a aproximar-se com profundidade das coisas do mundo, uma proximidade particular que nos une a todos, e desvendar as origens e caminhos do que somos.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725093499076,"sku":"9786559980345","price":99.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-_E2_80_93-Nao-me-pergunte-jamais-capa.jpg?v=1743006557"},{"product_id":"nas-alturas-uma-viagem-pelo-himalaia","title":"Nas alturas","description":"\u003cp\u003eEm seu novo livro a escritora e exploradora Erika Fatland nos leva às alturas vertigino- sas do lendário Himalaia, a vasta cadeia de montanhas que atravessa cinco países onde o islamismo, o budismo e o hinduísmo se misturam a antigas crenças xamânicas. Inúmeras línguas e culturas diferentes coabitam os vales ocultos do chamado teto do mundo. As histórias surpreendentes sobre o Monte Everest são combinadas com a espiritualidade dos mosteiros budis- tas, as lendas sobre o yeti ou a fascinante e misteriosa Shangri-La. Como em seus livros anteriores, a autora vai, antes de tudo, ao encontro das pessoas que habitam os países que compõem o atual Himalaia, do Butão ao Paquistão, passando pela Índia, China e Nepal.\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725093662916,"sku":"9786559981472","price":259.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/A-Nas-alturas-capa.png?v=1743006559"},{"product_id":"nuvens-de-algodao","title":"Nuvens de algodão","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eUma poética das pequenas coisas que encanta com a transparência de suas imagens: a brancura do amanhecer, uma paisagem nevada, os viajantes, um barco sem vela. As composições poéticas de um dos mestres do cinema mundial, confirmam o seu extraordinário talento para fixar momentos de sugestão. “A poesia de Kiarostami é a continuação natural e evoluída do seu cinema. A essência de sua poesia é a mesma simplicidade, sinceridade e precisão. Nesse sentido, chega a níveis que não necessariamente poderia chegar no cinema“. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eMortezá Kaji\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725094023364,"sku":"9786559980093","price":79.9,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Kiarostami-capa.jpg?v=1743006575"},{"product_id":"o-complexo-de-telemaco","title":"O complexo de Telêmaco","description":"\u003cp\u003eÉdipo e Narciso são dois personagens centrais do teatro freudiano. O filho-Édipo é aquele que conhece o conflito com o pai e o impacto beneficamente traumático da Lei na vida humana. O filho-Narciso, por outro lado, permanece fixado de forma estéril à sua imagem, em um mundo que não parece mais abrigar a diferença entre as gerações. As novas gerações parecem tão perdidas quanto seus pais. Estes não querem deixar de ser jovens, enquanto aqueles se debatem em um tempo sem horizonte. Telêmaco, o filho de Ulisses, espera o retorno do pai; ele roga para que, em sua casa, invadida pelos Pretendentes, seja restaurada a Lei da palavra. Em primeiro plano, a demanda inédita por um pai, uma invocação, um pedido de testemunho que mostre como é possível viver nessa terra com entusiasmo e vitalidade. O processo do herdar, da filiação simbólica, parece vacilar; sem ele não há meios de transmitir o desejo de uma geração a outra, e a vida humana aparenta esvaziar-se de sentido. No entanto, ainda é possível, na época da evaporação do pai, uma herança autenticamente geradora: Telêmaco nos mostra uma nova direção para onde olhar, pois Telêmaco é a figura do herdeiro certo. Dele é a tarefa que também cabe aos nossos filhos: como se tornar o herdeiro certo? E o que realmente se herda se uma herança não é feita nem de genes nem de bens, se não se herda nem um reino?\u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725094088900,"sku":"9786586683936","price":89.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/Complexo-capa.jpg?v=1743006581"},{"product_id":"o-emaranhado","title":"O emaranhado","description":"\u003cp\u003e\u003ci\u003eO emaranhado\u003c\/i\u003e de Valentina Maini conta a história de Gorane e Jokin, dois gêmeos filhos de terroristas do ETA que se perdem e se buscam entre Bilbao e Paris em meio a shows de drum \u0026amp; bass, escritores egocêntricos, heroína, garotas da Nouvelle Vague e fantasmas familiares e históricos. De um lado, é a história de um amor pessoal e de uma catástrofe coletiva irremediavelmente enredada. De outro, contudo, é também uma reflexão sobre as histórias e a capacidade que elas têm de gerar mundos, por isso é um romance profundamente metanarrativo que, como uma lanterna mágica, projeta as sombras de Bolaño e Aagota Kristof, de Clarice Lispector e Burroughs.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eComo no Bolaño d’\u003ci\u003eOs detetives selvagens\u003c\/i\u003e e nos primeiros romances de Jennifer Egan, ninguém é quem diz ser e todos são espiões em uma guerra fria de sentimentos: o resultado é o de um prisma psicodélico, uma voz que, como a de um ventríloquo, é muitas vozes, uma obra que brilha em cores que mudam a cada página e explode em todas as direções sobre as linhas de um desejo arrebatador. Enfim, um romance de rara potência, não apenas muito bem escrito (Maini é uma poeta e mostra bem isso, as palavras queimam), mas capaz — e hoje isso é realmente incomum — de unir a superfície da forma à matéria viva que se agita no fundo da alma. Seria um livro incrível mesmo que fosse o trabalho de uma autora estabelecida, o fato de ser a estreia de uma autora na casa dos 30 anos tem algo de sobrenatural.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003ci\u003e\u003ciframe title=\"Valentina Maini sobre seu livro, «O Emaranhado»\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jaaxQRK70V0\" height=\"311\" width=\"556\"\u003e\u003c\/iframe\u003e\u003c\/i\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e","brand":"Editora Âyiné","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44725094318276,"sku":"9786559980888","price":109.9,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0694\/0917\/7796\/files\/capa_site-O-Emaranhado-1-1.png?v=1743006592"}],"url":"https:\/\/www.ayine.com.br\/collections\/50.oembed?page=5","provider":"Editora Âyiné","version":"1.0","type":"link"}